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Estado de Minas

Julgamento de Bola por morte de carcereiro em 2000 é adiado para julho

A sessão chegou a ser aberta nesta quinta-feira pelo juiz Elexander Camargos Diniz, mas, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acabou suspensa pela não nomeação de defesa durante a oitiva de uma testemunha em Brasília


postado em 17/03/2016 12:27

Bola está preso na Casa de Custódia do Policial Civil pela morte de Eliza Samudio (foto: Renata Caldeira/TJMG - 27/04/2013)
Bola está preso na Casa de Custódia do Policial Civil pela morte de Eliza Samudio (foto: Renata Caldeira/TJMG - 27/04/2013)

O julgamento do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrida em maio de 2000, foi adiado pela segunda vez. A sessão chegou a ser aberta nesta quinta-feira pelo juiz Elexander Camargos Diniz, mas, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acabou suspensa pela não nomeação de defesa durante a oitiva de uma testemunha em Brasília. Por causa disso, o novo júri será realizado em 7 de julho.

O ex-policial civil, que já cumpre pena pela morte da ex-amante do goleiro, havia sido absolvido do crime contra o carcereiro em 7 de novembro de 2012, quando foi a júri popular. Na época, o MPMG recorreu da decisão, sob o argumento de que os jurados se sentiram intimidados durante argumentação da defesa no tribunal. Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do TJMG acataram o recurso em 2014 e determinaram a realização de um novo julgamento.

O novo julgamento aconteceria em 16 de setembro do ano passado. Porém, a sessão acabou adiada por causa da morte do pai de um dos advogados.

O crime aconteceu no Bairro São Joaquim, em Contagem, na Grande BH, em 2000. Segundo o MP, o assassinato foi encomendado, pois Bola e Rogério Martins Novelo não se conheciam. O carcereiro foi morto a tiros na porta do estabelecimento comercial onde trabalhava. Bola foi reconhecido pela irmã da vítima, que testemunhou o crime, depois que a imagem dele foi veiculada em emissoras de TV e em jornais pelo envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno.

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