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Ex-goleiro Bruno pede ajuda ao ex-empresário para jogar no Villa Nova

Condenado a 22 anos e três meses pela morte da amante Eliza Samúdio, o ex-atleta, que cumpre pena na Apac de Santa Luzia, na Grande BH, teria primeiro que sair do regime fechado, informou o TJMG

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postado em 19/11/2015 20:15

O ex-goleiro Bruno Fernandes, que cumpre pena na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, manifestou seu desejo de voltar aos campos de futebol. Na terça-feira, ele pediu ajuda a seu ex- empresário, Roberto Tibúrcio, para negociar sua ida para Villa Nova de Nova Lima, também na Grande BH. O ex-atleta, que está preso desde julho de 2010, condenado a 22 anos e três meses pela morte da amante Eliza Samúdio, teria usado um telefone público do presídio para falar com Tibúrcio.

Assim que falou com Bruno, o empresário conta que telefonou para o presidente do Villa Nova, Nélio Aurélio, que está em Miami (EUA). “Falei com o Nélio da possibilidade do Bruno ser transferido para a Apac de Nova Lima e poder atuar no Villa. Nélio gostou muito da ideia. Ele deve retornar no domingo e vamos conversar”, disse Tibúrcio, que foi empresário de Bruno quando ele era goleiro do Atlético e fez sua venda para o Corinthians, com os jogadores Renato e o Ramon.

O empresário disse que há mais de três anos não falava com Bruno e que sua conversa com ele foi rápida. “Até me assustei quando atendi o telefone e ele falou que era o goleiro Bruno. Perguntei se ele estava bem e ele disse que sim”, disse Tibúrcio. O empresário comentou que prefere não especular muito sobre a ida do atleta para o Villa, pois a saída dele da prisão para trabalhar vai depender da Justiça.

O advogado Bernardo Simões Coelho, defensor de Bruno, disse não ter conhecimento desse desejo do cliente. “Ele não comentou nada comigo. Cumpre pena em caráter provisório, pois ainda não foi julgado o recurso de apelação dele no Tribunal de Justiça de Minas Gerais”, disse Bernardo Simões. O advogado afirmou que seu cliente cumpre pena em regime fechado, o que o impossibilita de sair da unidade prisional. “Como a metodologia da Apac é de trabalho, Bruno faz serviços internos, estuda e está fazendo alguns cursos”, disse Bernardo.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou que não há qualquer condição de o goleiro deixar a prisão para exercer atividades externas por enquanto. Isso somente será possível quando houver progressão do regime fechado para o semiaberto.

Para conseguir o regime semiaberto, Bruno teria que cumprir no mínimo um terço da pena, ou seja, sete anos, mas ele somente cumpriu 5 anos e quatro meses. Quando passar para o semiaberto, poderá treinar no clube e voltar para a prisão à noite. Quando for viajar a trabalho, ele poderá dormir na unidade prisional da comarca onde houver o jogo.
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rodrigo
rodrigo - 20 de Novembro às 10:54
leis mamão com açucar, o crime compensa no brasil