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Bola volta a ser julgado por morte de carcereiro em 2000

Ex-policial civil volta ao banco dos réus na quarta-feira em Contagem. Ele havia sido absolvido do crime em 2012, mas o Ministério Público recorreu da decisão

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postado em 15/09/2015 09:02 / atualizado em 15/09/2015 09:24

Cristiane Silva

Ramon Lisboa/EM/DA Press - 07/11/2012

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, voltará ao banco dos réus na quarta-feira em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Apontado como executor de Eliza Samudio, ele será novamente julgado pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrida em maio de 2000.

Bola havia sido absolvido do crime em 7 de novembro de 2012, quando foi a júri popular. Na época, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recorreu contra a decisão, sob o argumento de que os jurados se sentiram intimidados durante argumentação da defesa no tribunal. Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acataram o recurso em 2014 e determinaram a realização de um novo julgamento.

No recurso enviado à Justiça, o MP alegou que o conselho de sentença ficou intimidado após a exibição de um vídeo com Marcos Aparecido dos Santos realizando um treinamento com armas. A defesa argumentou que o vídeo foi apresentado em plenário com a concordância do MP. Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais acataram o recurso e determinaram a realização de um novo júri.

O novo julgamento está marcado para as 9h no Fórum de Contagem. A sessão será presidida pelo juiz Elexander Camargos Diniz, do Tribunal do Júri de Contagem. O Ministério Público será representado pelo promotor Daniel Saliba de Freitas. Marcos Aparecido dos Santos será defendido pelo advogado Ércio Quaresma. Segundo o TJMG, as testemunhas de acusação devem ser ouvidas primeiro, seguidas pelas de defesa. Em seguida, será feito o interrogatório do réu e os debates.

ENTENDA O CASO O crime aconteceu no Bairro São Joaquim, em Contagem, na Grande BH. Segundo o MP, o assassinato foi encomendado, pois Bola e Rogério Martins Novelo não se conheciam. O carcereiro foi morto a tiros na porta do estabelecimento comercial onde trabalhava. Bola foi reconhecido pela irmã da vítima, que testemunhou o crime, depois que a imagem dele foi veiculada em emissoras de TV e em jornais pelo envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. Bola já foi condenado pelo crime contra a modelo.
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