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Criminalista que atuou no Caso Bruno diz que primo de goleiro mentiu mais uma vez

O advogado José Arteiro Cavalcante Lima afirmou que o jovem pode ter inventado a história para ajudar outras pessoas envolvidas com o assassinato de Eliza Samudio

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postado em 25/07/2014 19:03 / atualizado em 25/07/2014 19:28

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press.

O ex-assistente de acusação no processo da morte de Eliza Samudio, o criminalista José Arteiro Cavalcante Lima, disse não ter dúvida de que Jorge Rosa mentiu mais uma vez ao dizer que sabia onde o corpo da ex-amante do goleiro Bruno havia sido enterrado. Para Arteiro, pode ser uma jogada dos condenados pelo crime, o goleiro Bruno, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos e Luiz Henrique Ferreira Romão, pois entraram com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, contestando vários itens do julgamento, e ainda esperam uma decisão dos desembargadores. “É um jogo que está trazendo prejuízo para o erário. Esse rapaz tinha que ser processado por estar falando mentiras. Mas, se ele for processado por falso testemunho, ele estará ajudando o goleiro Bruno no recurso dele”, disse o criminalista.

Segundo o advogado, o fato de o corpo não ter sido encontrado desqualifica Jorge, pois ele está mentindo desde o começo. “Foi com base nas declarações de Jorge que começaram as investigações. Eles querem desqualificar também o atestado de óbito de Eliza, que a juíza Marixa concedeu com base nas palavras de Jorge, mesmo sem ter o corpo”, disse o criminalista.

O advogado de Marcos Aparecido, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, disse que mesmo que achem ou não o corpo, a situação não vai interferir em nada na defesa de seu cliente. Segundo ele, na fase do julgamento, Jorge não reconheceu Marcos Aparecido como sendo o Bola que ele citou no depoimento. “Depois da confissão do Macarrão, e uma parcial confissão do Bruno, se eles mataram ou deixaram de matar Eliza não tem nada a ver com Marcos Aparecido”, disse Zanone. Para ele, Jorge pode ter inventado a história do terreno em busca de notoriedade ou pressionado por alguém. “Se esse corpo aparecer, vai beneficiar e muito Marcos Aparecido, especialmente se ele for encontrado inteiro. A dinâmica contada por Jorge foi que ela foi esquartejada e partes de seu corpo jogadas como alimento aos cães”, disse Zanone.

Jorge disse que em nenhum momento quis ou foi induzido a revelar onde Eliza estava enterrada para diminuir a pena de Bruno. “Foi para aliviar meu coração e dar um enterro digno a ela”, disse. O jovem disse que no início deu versões diferentes do crime por ter sido pressionado por advogados e também por fazer uso de drogas na época.

O chefe do Departamento de Investigações, delegado Wagner Pinto, afirmou que é difícil provar que Sérgio mentiu, o que configuraria um falso testemunho. “A responsabilidade penal é até difícil de se provar porque ele apontou uma versão e fomos verificar e não encontramos nada. Pode ser que talvez ele tenha errado de local. A história dele é bastante contundente e dá mostras de que realmente está correta”, disse o delegado. Wagner Pinto não acredita em jogada da defesa dos réus, que já foram julgados e condenados. “Não vejo nenhum ponto nesse momento para tentar excluir uma culpa”, afirmou.
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