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Goleiro Bruno recebe primeira visita dos advogados na cadeia no Norte de Minas

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postado em 27/06/2014 08:27 / atualizado em 27/06/2014 11:13

Luiz Ribeiro

Luiz Ribeiro / DA PRESS

O goleiro Bruno Fernandes recebeu nessa quinta-feira, a primeira visita dos seus advogados na Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas. Preso desde julho de 2010 e condenado a 22 anos e três meses de reclusão pela morte da ex-amante Eliza Samúdio, ele foi transferido na última sexta-feira (20) da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana, para a unidade no Norte de Minas. De acordo com os advogados, Bruno está satisfeito na nova “casa” e com a transferência, está mais esperançoso de que vai conseguir o retorno aos gramados.

“O pleito dele é voltar a jogar futebol e também “voltar” na Seleção Brasileira”, afirmou o advogado Francisco Simim, um dos defensores de Bruno, que, já foi convocado para a Seleção Brasileira sub-20.

Luiz Ribeiro / DA PRESS
A mudança para o Norte de Minas faz parte da estratégia da defesa para que o ex-goleiro consiga autorização da Justiça para voltar aos campos. Em 28 de fevereiro deste ano, Bruno assinou um contrato com o Montes Claros Futebol Clube, equipe da segunda divisão do futebol mineiro. Na quarta-feira, o presidente do Montes Claros FC, Ville Mocelin, acompanhou os advogados na viagem até Penitenciária de Francisco Sá (distante 60 quilômetros de Montes Claros). Mas, Vile ficou de fora da unidade e não viu o seu “contratado”, já que o goleiro, cumprindo uma norma padrão, vai permanecer em observação em pavilhão isolado durante 10 dias após a transferência. Nesse período o detento só pode receber visitas dos seus advogados.

Francisco Simim informou que nos próximos dias, assim que a documentação do detento for encaminhada para a Comarca de Francisco Sá, a defesa vai entrar com um pedido de autorização para que Bruno possa sair durante o dia para treinar no Montes Claros FC. Segundo especialistas, como está preso em regime fechado, o ex-atleta só poderia sair da cadeia para trabalhar a partir de 2019. Mas, os advogados sustentam que existe uma brecha na lei que permite o trabalho externo até mesmo para detentos que cumprem pena no regime fechado.

A defesa de Bruno sofreu uma primeira derrota na Justiça. Os advogados entraram com um primeiro pedido de autorização para o trabalho externo ainda quando o goleiro se encontrava na Penitenciária Nelson Hungria. Mas, o pedido foi negado pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Contagem, Wagner Cavalieri. A partir de agora, o futuro de Bruno - se ele terá ou não autorização para sair da cadeia para trabalhar - será decidido pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Francisco Sá, Flambo da Costa, que está em férias neste mês.

Simim disse que Bruno está “tão esperançoso” de que vai conseguir autorização para voltar aos gramados que sonha até mesmo em “disputar a próxima Copa do Mundo”. Ele também disse que já existem equipes interessadas em pagar a multa rescisória do contrato com o Montes Claros, no valor de R$ 2,8 milhões, para que possam contar com Bruno quando ele for autorizado a voltar a jogar, mas alegou que não pode revelar nomes.

O advogado confirmou que nos próximos dias, vai entrar com um pedido de realização de exame de DNA para investigar se o seu cliente é mesmo o pai do filho de Eliza Samudio, Bruninho – hoje, o menino está com quatro anos.

Tiago Lenoir, outro advogado de Bruno, disse que Bruno elogiou a comida e o “tratamento adequado” que está recebendo na prisão em Francisco Sá. Também garantiu que o goleiro “não tem nenhuma diferenciação” dos outros detentos da unidade de segurança máxima, que conta com cerca de 325 presos em celas individuais. Lenoir garantiu que Bruno não fez nenhuma reclamação das condições de isolamento da penitenciária, onde não é captado sinal de TV e também não sinal de telefonia celular. Para chegar até o local, distante 16 quilômetros da área urbana, é preciso percorrer 10 quilômetros de estrada de terra. Ainda segundo Lenoir, o goleiro ocupa a maior parte do tempo com a leitura da bíblia. “A bíblia foi a única coisa que o Bruno levou da Penitenciaria Nelson Hungria para Francisco Sá. Hoje, ele tem uma vida muito dedicada a Deus”, afirmou.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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arlindo
arlindo - 27 de Junho às 14:39
cadeia pra que solta todo mundo e da um fuzil pra cada um
 
domicio
domicio - 27 de Junho às 11:38
Adoro o norte de minas,pena que está indo pará-la o lixo humano bruno
 
José
José - 27 de Junho às 11:30
Dentro de alguns dias, está livre como se nada tivesse acontecido e com direito a virar idolo das crianças...este país não é sério! Viva a Justiça Brasileira!
 
Vladimir
Vladimir - 27 de Junho às 10:46
Poxa vida, que falta o Goleiro Bruno faz a Seleção Brasileira, ainda mais nessa fase de Mata Mata , pois disso ele entende !!
 
Henrique
Henrique - 27 de Junho às 09:36
Ele não pensou sequer na existência ou não de Deus para ter uma vida desregrada, culminando por arquitetar um crime de homicídio bárbaro. Agora anda com a bíblia debaixo do braço. Pra mim isso é só fumaça para impressionar povo e autoridades. Fogo real mesmo não tem nada.