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Pedido de transferência de Bruno para Apac de Nova Lima é negado

O juiz da Vara Criminal e da Infância e Juventude de Nova Lima, Juarez Morais de Azevedo, negou a solicitação devido ao goleiro ter cometido uma falta grave na prisão

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postado em 04/02/2014 17:50 / atualizado em 04/02/2014 18:32

João Henrique do Vale

Euler Junior/EM/D.A.Press

O juiz da Vara Criminal e da Infância e Juventude de Nova Lima, Juarez Morais de Azevedo, negou o pedido de transferência do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza Samudio, para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) da cidade. Uma outra solicitação que ainda não foi analisada é a ida do atleta para um presídio de Montes Claros, na Região Norte de Minas Gerais.

O pedido de transferência para Nova Lima foi feito em 13 de novembro de 2013. Os advogados tiveram de apresentar comprovante de residência, pedido de atestado carcerário. O juiz negou a transferência por causa de uma falta grave cometida pelo goleiro em abril de 2013. Bruno foi acusado de ameaçar dois detentos e um agente penitenciário, depois do grupo emitir comentários sobre sua noiva. Por causa da confusão dentro do presídio, ele ficou sem o direito a banho de sol por 30 dias, foi proibido de receber visitas, sair da cela e trabalhar. Em agosto, durante audiência sobre a confusão, ele foi ouvido e negou todas as acusações, mas o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri não se convenceu e determinou recontagem da progressão, além da perda de 1/3 dos dias remidos.

O outro pedido de transferência de Bruno será analisado pelo juiz Francisco Lacerda de Figueiredo, responsável pela Vara de Execuções Criminais de Montes Claros. O magistrado ainda aguarda documentos para analisar o caso.

O presidente do Montes Claros Futebol Clube, Vile Mocellin, confirmou o interesse em contratar o goleiro Bruno, caso ele seja transferido para a cidade do Norte de Minas. O dirigente declarou que vem mantendo contatos com os advogados do atleta desde o final do ano passado. Ele assegura o interesse do “Bicho” - como o time é apelidado - é colaborar com a ressocialização do atleta.
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