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Condenado pela morte de Eliza Samudio, Bola, pode estar com câncer de próstata

As informações são do advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães que acompanha os diagnósticos do ex-policial civil condenado a 22 anos de cadeia. Um exame, que aguarda autorização do Estado, deve ser feito em dezembro para confirmar a suspeita

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Renata Caldeira/ TJMG - 27/04/2013


O ex-policial Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, pode estar com câncer de próstata. As informações são do advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães que acompanha os diagnósticos do cliente, que tem 50 anos. O defensor tenta autorização do Estado para que o cliente faça um bateria de exames detalhados, em dezembro, para confirmar a suspeita e iniciar o tratamento.

Bola está detido no Presídio de São Joaquim de Bicas, na Grande BH, de onde saiu algumas vezes nos últimos dois meses para exames, conforme Magalhães. De acordo o advogado, o Estado está dando suporte para os diagnósticos mais simples, no entanto os exames mais detalhados serão bancados pela família. “É só para José Genoino que correm e mandam junta médica, para pobre não tem”, afirma o defensor.

Magalhães disse que Bola está muito temeroso com a possibilidade de confirmação de uma doença tão grave. “Temos conversado com ele sobre isso. Temos também alguns amigos que propuseram ajudar em caso de tratamento”, conclui o criminalista.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o detento passou por exames em julho no Hospital Regional de Betim e não ficou constatado o câncer. Conforme a Seds, se a defesa conseguir autorização para outros exames particulares o preso será levado sob escolta ao local definido para os procedimentos médicos.

A sentença do ex-policial civil foi proferida em 27 de abril deste ano pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, depois de seis dias de júri. Com a decisão, se encerrou uma etapa da da trama criminosa que envolveu o goleiro Bruno Fernandes e outros oito acusados. Bola foi sentenciado em 19 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado, a serem cumpridos em regime fechado, e três anos por ocultação de cadáver, a serem cumpridos em regime aberto.

Também pagará 360 dias multa na prisão e sem direito de recorrer em liberdade para todos os crimes da condenação. Ele é apontado pelo Ministério Público como o executor de Eliza.
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