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Caseiro de Bruno depõe no julgamento e se contradiz em interrogatório

Elenílson Vitor da Silva é acusado do sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio. Depois do depoimento dele, começou a ser interrogado o réu Wemerson Marques de Souza, o Coxinha

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Edesio Ferreira/EM DA Press
Por mais de duras horas nesta quarta-feira, o caseiro do sítio do goleiro Bruno, Elenílson Vitor da Silva, prestou depoimento diante da juíza Marixa Rodrigues e dos jurados no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem. Ele entrou em contradição durante os interrogatórios feitos pela magistrada, pelo promotor Henry Vasconcelos e pelo defensor Frederico Franco Orzil. Elenílson é acusado do sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio. O crime contra a jovem e o bebê ocorreu em 2010 e goleiro Bruno junto com outros três réus foram condenados. A expectativa no fórum agora é pelo depoimento do outro réu em julgamento, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, oitiva que já começou. A previsão é para encerramento do júri ainda hoje.

Elenílson é acusado de colaborar com a função de vigiar Eliza dentro do sítio e mantê-la presa dentro de casa durante os dias de cárcere. O réu começou a depor dizendo que a denúncia contra ele não é verdadeira, mas assumiu que mentiu para a polícia sobre a presença do bebê no sítio. Inicialmente disse aos policiais que não havia criança no imóvel e fez isso sob orientação da ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. Depois, quando foi parar na delegacia, ele contou a verdade sobre Bruninho.

O caseiro relatou sua funções de organizar o sítio, pagar contas e comprar mercadorias. Disse que era supervisionado por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e por Dayanne. Primeiramente disse que Eliza ficava isolada no sítio e depois entrou em contradição dizendo que viu a moça circulando no local. Ele também contou o momento em que serviu caldo e suco para Eliza na casa.

O promotor focou várias perguntas nas ligações trocadas entre Elenílson e outros investigados pelo desparecimento e morte de Eliza. O defensor do réu tentou derrubar essas perguntas do Ministério Público fazendo o seu cliente declarar que os aparelhos celulares de todos os envolvidos no processo estavam em nome de Macarrão e todos podiam usar – com se fossem aparelhos funcionais do sítio. Por fim, disse que o bebê de Eliza nunca foi maltratado dentro do sítio.
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