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Mulher acusada de participar da morte do primo de Bruno irá a júri nesta sexta-feira

Está prevista a oitiva de cinco testemunhas de acusação e outras cinco de defesa. A audiência será presidida pel juiz Ronaldo Vasques

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postado em 08/08/2013 15:41 / atualizado em 08/08/2013 17:35

João Henrique do Vale

A funcionária de um restaurante acusada de participar da morte de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes, irá a júri popular nesta sexta-feira, no 1º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette. Denilza Cesário Silva, de 30 anos, seduziu o jovem para que o companheiro dela, Alexandre Ângelo de Oliveira, o Neguinho, de 28 anos, o executasse a tiros. O assassino também foi pronunciado, mas será julgado em data diferente, pois o processo foi desmenbrado.

Nesta sexta-feira, está prevista a oitiva de cinco testemunhas de acusação e outras cinco de defesa. A audiência será presidida pel juiz Ronaldo Vasques. O promotor Rodrigo Antônio Ribeiro Storino irá representar o Ministério Público.

Sérgio foi assassinado em 22 de agosto do ano passado. Na ocasião, levantou-se a possibilidade de a morte estar relacionada ao julgamento dos acusados pelo desaparecimento e morte da ex-modelo Eliza Samudio. Além de réu no processo, o primo de Bruno era apontado como uma das testemunhas-chave no caso. Porém, a hipótese foi descartada pela polícia.

De acordo com as investigações, Denilza afirmou que trabalha em um restaurante na Avenida Cristiano Machado. Para seguir até o serviço, ela passava pelo Bairro Minaslândia a pé. Em 21 de agosto, um dia antes do crime, a mulher afirma que caminhava pela rua onde Sérgio morava quando foi assediada por ele. Segundo relatos de Cesário, o primo do goleiro Bruno a abordou, a chamou de gostosa, tentou tocá-la e mostrou as partes íntimas para ela.

Denilza continuou o caminho e ouviu Sérgio dizer que, se ela passasse novamente no local, ele iria repetir os atos do dia anterior. A mulher chegou em casa, onde mora com o marido, e ligou para Alexandre, com quem tem um relacionamento extraconjugal. O homem, que já foi preso e condenado por tráfico de drogas, afirmou que no dia seguinte iria levá-la ao trabalho.

Logo cedo, Alexandre foi até a casa de Denilza em uma moto vermelha e cumpriu o combinado. Porém, não fez o caminho completo até o trabalho dela. A mulher foi deixada para seguir parte do caminho a pé, enquanto era monitorada por ele. Durante o percurso, Sérgio novamente foi ao encontro da garota e tentou agarrá-la.

Alexandre se aproximou do primo de Bruno e disse: “então é você o estuprador”. Logo em seguida, deu dois tiros em Sérgio que saiu correndo. Enquanto ele fugia, o suspeito atirou quatro vezes, mas nenhum tiro acertou a vítima.

Sérgio ainda conseguiu correr e se escondeu atrás de uma árvore, na casa de amigos. Alexandre se escondeu atrás de um carro que estava estacionado no quintal da casa, recarregou a arma e voltou a atirar contra o jovem. Como o primo de Bruno não revidou os disparos, o homem desferiu cinco tiros à queima roupa. O último deles atingiu a boca de Sales.

O casal foi preso em 3 de setembro do ano passado em cumprimento a um mandado de prisão.