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Vestidas de luto, mulheres protestam contra violência na porta do Fórum de Contagem

O medo das mulheres de uma possível absolvição de Bola, acusado de matar Eliza Samudio, foi o que motivou o movimento nesta segunda-feira

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postado em 22/04/2013 11:12 / atualizado em 22/04/2013 11:20

João Henrique do Vale , Thaíne Belissa

João Henrique do Vale

Com véus pretos cobrindo os rostos em sinal de luto pelo assassinado de Eliza Samudio, cerca de dez mulheres fazem protesto na frente do Fórum Pedro Aleixo, em Contagem, onde o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, será julgado pelo assassinato da modelo. As manifestantes da União Brasileira de Mulheres também carregam cartazes com frases de repúdio à violência contra a mulher.

A deputada federal Jô Moraes (PCdoB), que é presidente da Comissão de Violência contra a Mulher, também participa do protesto e explica que o medo das mulheres de uma possível absolvição do réu foi o que motivou o movimento nesta segunda-feira. “Será extremamente perigoso se ele for absolvido, mas tenho confiança na condenação, pois acredito na Justiça”

Ela afirma que esse julgamento é um importante marco na luta contra a violência à mulher. “Estamos acompanhando desde o primeiro dia do julgamento desse crime, pois o assassinato de Eliza é emblemático pela luta contra a violência à mulher. O caso assusta pela brutalidade e pelo motivo fútil pelo qual foi cometido”, afirma.

Jô Moraes afirma que a Comissão de Violência contra a Mulher percorreu o Brasil em vários estados e viu a precariedade em coibir a violência. Segundo ela, a estrutura de delegacias, promotorias e abrigos é péssima. “Mudar isso é o maior desafio”, diz.
Os cartazes levados pelas mulheres no protesto trazem frases como “A maior autoridade do país é uma mulher. Justiça Já” e “Cadeia aos assassinos de mulheres”.

A empresária Deysi Maria Roldão, de 50 anos, participou do protesto e pediu justiça: “Queremos a pena máxima. É o mínimo que podemos esperar. Qualquer mulher tem medo do Bola”, afirma. Maria das Dores Teixeira, de 63 anos, que também estava na manifestação lembra a importância de se protestar. “Gosto de participar porque tenho uma filha e a violência esta cada vez maior. Temos que ir para a rua protestar, pois as coisas só acontecem se a gente for atrás. O Bola e essa turma não tiveram nenhuma piedade, queremos a condenação de todos”, frisa.
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