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Defesa diz que Bola foi incluído em inquérito por causa de briga com delegado

Estratégia usada será provar que investigação foi fraudada

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postado em 22/04/2013 10:32 / atualizado em 22/04/2013 12:39

João Henrique do Vale , Thaíne Belissa

Euler Junior/EM/DA Press

A defesa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é julgado nesta segunda-feira pelo assassinato de Eliza Samudio, no Fórum de Contagem, vai alegar inocência. A estratégia do advogado Fernando Magalhães é provar que o processo tem vícios e que o réu é inimigo da autoridade policial que o presidiu o inquérito, o delegado Edson Moreira, e, por isso, foi incluído no processo.

O advogado de defesa afirma que Bola e Edson Moreira têm um desentendimento antigo e que o delegado teria incluído Marcos Aparecido dos Santos no inquérito de forma intencional. “A estratégia vai ser provar como a investigação foi fraudada e como a polícia escolheu quem seria indiciado. Vamos trabalhar com as provas dos próprios autos”, afirma.

Para o advogado, um dos vícios do inquérito é a inclusão do nome de Marcos Aparecido dos Santos. “Vamos demonstrar com clareza que o Ministério Público vai ter que oficiar, como se fosse a polícia, para corrigir vícios do processo”, diz.

Em relação ao atestado de óbito, que será usado como prova pela acusação, o advogado Fernando Magalhães afirma que não é uma preocupação. Segundo ele, o documento pode ser tratado como um erro da Justiça. “Pode ser tratado como fraude, pois a juíza não tinha competência para expedir o atestado de óbito”, destaca.

O advogado de defesa também afirmou que não há a possibilidade de Bola dizer onde estão os restos mortais de Eliza Samúdio. “Ele não participou do homicídio e não é mágico”, afirma.

No julgamento que estava marcado para ocorrer em novembro do ano passado, a defesa abandonou o plenário insatisfeita com o tempo que a juíza estabeleceu. Mas hoje, o advogado afirmou que está confiante: “Ganhamos uma ação na Justiça para que possamos falar o tempo que for necessário”, anuncia.
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