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Especialista acredita que julgamento do goleiro Bruno pode ser anulado

Defesa pode tentar anulação alegando falta de idoneidade de uma jurada investigada por suspeita de tráfico de drogas

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postado em 19/04/2013 07:12 / atualizado em 19/04/2013 08:38

Estado de Minas

O professor de direito processual penal André Nyssior afirmou na quinta-feira que o julgamento do goleiro Bruno pode ser anulado se for comprovada a falta de idoneidade de uma jurada. Ela será investigada por suspeita de tráfico de drogas, após ser detida pela PM em Contagem. A integrante do conselho de sentença que condenou o goleiro Bruno Fernandes a 22 anos e três meses de prisão e absolveu a ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues, foi detida depois de denúncia de tráfico de drogas. Militares do Batalhão Rotam apreenderam seis pinos de cocaína e uma lista de supostos usuários em débito debaixo de uma geladeira do bar em que a mulher trabalhava.

Ontem, o advogado Tiago Lenoir, que defende Bruno e Dayanne, afirmou que, se as investigações comprovarem o envolvimento da jurada com atividades criminosas, o julgamento será cancelado. “A nulidade absoluta é declarada de ofício”, explicou. O especialista concorda com a defesa do réu. “Se a defesa provar que ela tinha ligação com tráfico na época do julgamento, isso é um argumento forte para pedir o cancelamento do júri”, disse o especialista Nyssior.

Já o promotor Henry Vasconcelos disse que só vai se manifestar no fim da investigações sobre a jurada. Ele classificou como irresponsável a atitude dos defensores do atleta em afirmar que uma das juradas pode ser traficante de drogas.O promotor discorda dos argumentos usados pelos advogados. Um dos pontos questionados por ele é o fato da mulher não ter ficado presa. “A jurada não foi presa em flagrante delito. Ela foi conduzida à Delegacia de Polícia e liberada, pois o delegado entendeu que ela não estava em flagrante delito. Ainda que, em tese, ela estivesse cometendo o delito, durante a escolha dos jurados ela não tinha antecedente criminal. A defesa afirma que o voto dela pode ter influenciado na condenação do goleiro Bruno, mas não há como saber qual foi seu voto”, afirmou em nota.
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