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"Meu coração bateu a mil com essa notícia", diz mãe sobre possível ossada de Eliza Samudio

Sônia de Fátima Moura afirma que reacendeu as esperanças de encontrar os restos mortais da filha

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postado em 05/04/2013 18:52 / atualizado em 06/04/2013 15:46

João Henrique do Vale , Thiago Lemos , Simone Lima

Edesio Ferreira/EM/D.A.Press

“Meu coração bateu a mil com essa notícia, porque é uma resposta que estou esperando há muito tempo”, esse é o sentimento de Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, que ainda tenta encontrar os restos mortais da filha. A esperança reacendeu nesta sexta-feira depois que a polícia confirmou que uma osssada encontrada em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, tem fortes indícios de ser da modelo.

A possibilidade foi levantada por um repórter do jornal “O Popular”, de Nova Serrana, que suspeitou das características do corpo achado em uma vala, próximo a uma estrada vicinal, na zona rural da cidade, em 30 de janeiro. O que mais chamou atenção do repórter foi que, na época do sumiço de Eliza, a ex-mulher de Macarrão, então grávida de 9 meses, morava em Alberto Isaacson, distrito de Martinho Campos, que fica próximo a Nova Serrana.

O que levou a Polícia Civil a pedir um exame de DNA para comprovar se os restos mortais são de Eliza foram: a arcada dentária da vítima que estava bem cuidada, a altura da mulher de aproximadamente 1,70 metros, mesma altura de Eliza, uma sandália encontrada no local, além de ser do mesmo número usado por Samúdio, foi fabricada por uma empresa do Paraná, próximo à cidade da modelo.

Um detalhe que pode mudar o rumo das investigações, segundo o delegado Rodrigo Noronha, responsável pelo caso, é que havia três perfurações de bala na ossada: duas na cabeça e uma na coluna cervical. “Os tiros foram dados por alguém que entendia de armas e todos sabem que o Bola é ex-policial civil. Isso pode significar que Eliza não morreu asfixiada, como as investigações apontam até agora”, acrescenta. O resultado da perícia deve sair na próxima semana.

Enquanto não vem a confirmação da identidade do corpo, a mãe de Eliza afirma que sofre quando voltam a falar sobre o paradeiro dos restos mortais da sua filha. “Quero fazer um funeral decente e fazer com que o Bruninho saiba onde está a mãe dele. Daqui a pouco o menino vai crescer e vão vir as perguntas, como Cadê minha mãe? Eu vou dizer que ela está morta, mas como explicar para ele que não existe um corpo. Não tem como controlar a ansiedade. É muito complicado receber uma informação dessa, poque passo a viver a esperança de encontrá-la”, desabafou.

Para ela, nunca o caso vai ter fim. “Essa é uma história que vai ter começo, meio e nunca vai ter fim. Pois mesmo que os ossos sejam encontrados, minha filha nunca vai voltar para mim. Se encontrar vai amenizar minha dor, meu sofrimento e o Bruninho vai saber aonde estará a mãe dele. Mas Eliza nunca vai descansar em paz”, comentou.

Divulgação/ www.8p.com.br
Várias perguntas surgem

Para o advogado Lúcio Adolfo, que defende o goleiro Bruno, a informação sobre a possível localização dos restos de Eliza trazem dois questionamentos: um deles, se for confirmado que a ossada é mesmo da jovem, coloca em questionamento a forma como o Ministério Público afirma que Eliza foi morta, por esganadura, já que a ossada tem marcas de tiros”. Se for mentira, ele disse que essa não será a primeira vez que informações infundadas sobre o paradeiro do corpo surge.

Adolfo critica ainda que se a polícia realizou exame de DNA nos ossos é porque até hoje ela (corporação) não está convencida da forma que Eliza foi morta. “Eles ainda estão investigando o crime, mas já condenaram Bruno e Macarrão. Se for verdade, a decisão que os condenou poderá ser mudada”, disse.
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