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Estado de Minas

Advogado de Bola, Quaresma diz que Bruno aceitou acordo para citar seu cliente

"Houve um acórdão para poder reduzir a pena", reclamou o defensor


postado em 06/03/2013 21:40

Bruno foi o único acusado a citar no júri a participação de Bola na trama(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Bruno foi o único acusado a citar no júri a participação de Bola na trama (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Depois do interrogatório do goleiro Bruno, na saída do Tribunal de Contagem, o advogado Ércio Quaresma, defensor de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, denunciou a existência de um combinado para que seu cliente fosse citado pelo atleta durante o depoimento. "Houve um acórdão para poder reduzir a pena", reclamou o advogado. Até o momento, Bruno foi o único acusado a citar no júri a participação de Bola na trama que envolve o desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Em sua versão, o goleiro contou que sua ex-amante foi esquartejada, teve as mãos retiradas e os ossos jogados para cachorros comerem, confirmando o que foi dito pelo primo, Jorge Rosa Sales. No entanto, o jogador negou a autoria do crime e se defendeu dizendo em tom humilde: "eu não mandei, mas aceitei". Ao dizer que "aceitou" o assassinato, Bruno estaria admitindo que poderia ter evitado o crime se tivesse solucionado de imediato os problemas com a jovem por causa da paternidade. Ele disse, inclusive, que Macarrão justificou ter mandado matar a modelo afirmando ter resolvido "o problema que tanto te atormentava". Bola, também conhecido como Neném, foi apontado pelo réu como autor da execução. "Eles teriam ido para uma casa na Região de Vespasiano e entregado a Eliza para um rapaz chamado Neném. Lá, o rapaz perguntou para ela se era usuária de drogas e cheirou a mão dela. O rapaz pediu para o Macarrão amarrar a mão dela para frente e deu uma gravata nela", disse Bruno. No entanto, apesar da confissão parcial, para o assistente de acusação Cidney Mendes Karpinski, a fala de Bruno não será suficiente para que o réu seja beneficiado por uma redução de pena, como sugeriu Quaresma. O advogado avaliou que, ao contrário, as contradições do acusado poderão servir para que ele pegue a pena máxima.

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