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TJ avalia anulação do júri do Caso Bruno

Tribunal de Justiça julga nesta quarta-feira pedido de defesa para rever júri que condenou réus em Contagem

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postado em 15/01/2013 06:00 / atualizado em 15/01/2013 06:51

Vagner Antônio/TJMG - 23/11/12



O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou para as 13h30 de amanhã o julgamento do pedido de anulação do julgamento de dois envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza Samúdio, condenados em novembro em júri no fórum de Contagem, na Grande BH. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pegou 12 anos de prisão em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, e mais três, em regime aberto, por sequestro e cárcere privado. Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, foi condenada por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê a cinco anos de prisão, em regime aberto. Participam da sessão de amanhã os desembargadores Doorgal Andrada (relator), Herbert Carneiro e Delmival de Almeida Campos.

O pedido de anulação do julgamento partiu dos advogados de outro réu, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos. Ércio Quaresma, Zanoni Manuel de Oliveira Júnior e Fernando Costa Oliveira Magalhães entraram com habeas corpus no TJMG contra a decisão da juíza Marixa Fabiane Lopes. Os defensores alegam que na sessão a juíza cassou a palavra dos defensores, quando eles pretendiam expor as questões preliminares levantadas durante a instrução do processo.

Os advogados informaram na época que se tratava de 38 pontos a serem discutidos e a juíza concedeu apenas 20 minutos para análise e exposição de todas as questões. Por causa disso, os advogados deixaram o plenário e entraram com o recurso. Os defensores pediram que seja garantido a eles livre acesso, acompanhamento e participação nas sessões do Tribunal do Júri, iniciadas em novembro, podendo ouvir, se necessário, outros réus.

Multa

Os defensores pediram ainda que o tribunal torne sem efeito todos os atos que foram praticados sem a presença deles no julgamento de Macarrão e Fernanda. Na sessão, a juíza multou os três advogados em R$ 18.660 cada um, por terem abandonado o plenário do júri. Os advogados alegam que deixaram o local para resguardar interesses de Bola.

Por causa, o processo foi desmembrado e marcado para 4 de março o julgamento do goleiro Bruno, da ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, e de Marcos Aparecido dos Santos. O julgamento dos outros dois réus, Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza, ainda não têm data marcada.

O Diário Oficial do estado deve publicar hoje a decisão da juíza Marixa de permitir o retorno dos advogados de Bola ao processo e de manter a multa aplicada.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Teo
Teo - 15 de Janeiro às 09:59
Mais um circo para os palhaços se apresentarem vai se formar.
 
Jorge
Jorge - 15 de Janeiro às 08:54
Eu espero que algum dia, talvez em 2020, esse julgamento aconteça de fato. Até lá, os réus terão cumprido parte da pena. Enquanto isso veremos esse folhetim de mau gosto. Poderiam vender essa história para a Rede Lobo. Daria mais dinheiro.