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MP pede absolvição de Dayanne pelo crime de calúnia contra as delegadas do Caso Bruno

O órgão alegou não ficou demonstrado o abuso de autoridade das delegadas e que Dayanne não agiu para dar causa a ação administrativa contra as policiais

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postado em 14/12/2012 18:13

João Henrique do Vale

A ex-mulher do goleiro Bruno, Dayanne Rodrigues, participou de uma audiência de instrução na tarde desta sexta-feira na 3ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A ré é acusada de calúnia pelas delegadas Alessandra Wilke e Ana Maria Santos. Ao fim, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou as alegações finais pedindo a absolvição de Dayanne.

Dayanne havia dito que durante as investigações sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, teria sofrido tortura pelas duas policiais. Na época, ela também chegou a fazer uma carta para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para relatar o caso. Insatisfeitas com a declaração, as delegadas ajuizaram ação contra ela.

Nesta sexta-feira, Dayanne voltou atrás e disse que em momento algum foi destratada pelas delegadas. Além disso, afirmou que escreveu a carta para a OAB por determinação do advogado Ércio Quaresma, que a defendia na época. A intensão, segundo ela, era se defender e se ajudar no processo de Eliza. “Se soubesse que o envio da carta fosse causar tanto problema, não iria enviá-la nunca”, declarou a ex-mulher do goleiro Bruno.

O promotor de Justiça Ricardo Tadeu Linardi, no fim da sessão, entregou as suas alegações finais e decidiu pedir a absolvição da ré. Para ele, não ficou demonstrado o abuso de autoridade das delegadas e que Dayanne não agiu para dar causa a ação administrativa contra as policiais. A defesa também apresentou suas alegações. Agora, o juiz deve avaliar os documentos e dar a sentença em duas semanas.

A ex-mulher de Bruno será julgada com ele e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em 4 de março, pelo sumiço e morte de Eliza. Em novembro, no segundo dia de julgamento sobre o caso, o goleiro dispensou o advogado Rui Pimenta de sua defesa. A tentativa do goleiro de destituir também outro advogado, Francisco Simim, culminou no desmembramento do julgamento de Dayanne.