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Advogados de Bola pedem na Justiça a anulação de júri de Macarrão e Fernanda

Eles alegam que foram impedidos, pela juíza marixa Rodrigues, de acompanhar o julgamento. Defensor do goleiro Bruno Fernandes também afirma que vai pedir a anulação do júri

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postado em 27/11/2012 14:58 / atualizado em 27/11/2012 19:23

João Henrique do Vale , Thiago Lemos

Os advogados do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, querem a anulação do júri que condenou Fernanda Gomes de Castro e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, pelo sumiço e morte de Eliza Samudio. O pedido já está nas mãos do desembargador Delmival de Almeida Campos, da 4ª Câmara Criminal de Contagem, na Grande BH. O defensor do goleiro Bruno Fernandes também pretende pedir a nulidade, nesta quarta-feira.

O pedido foi feito na última sexta-feira pelos advogados Ércio Quaresma, Fernando Magalhães e Zanone Emanuel, que abandonaram a defesa do ex-policial no primeiro dia de julgamento, na última segunda-feira. Com a saída, um defensor público foi nomeado, mas o réu não aceitou, suspendendo  o julgamento para março do ano que vem, quando o goleiro Bruno Fernandes e a ex-mulher do atleta, Dayanne Rodrigues de Souza, também estarão no banco dos réus.

Como Bola é có-réu do processo, os defensores querem tornar sem efeito todos os atos praticados no julgamento sem a presença dos advogados. “ A defesa foi destituída e o réu não aceitou um defensor público para defendê-lo no julgamento. Como ele não aceitou o defensor, o júri dele foi adiado. Porém, como era có-reu do julgamento em que a Fernanda e o Macarrão eram julgados, o Marcos Aparecido deveria ter um representante. Mas fomos impedidos de acompanhar a sessão”, reclamou Ércio Quaresma. Eles também queriam fazer perguntas aos réus que eram julgados na ocasião.

Pouco tempo depois da entrada do pedido, o desembargador Delmival de Almeida conversou com a juíza Marixa Fabiane Rodrigues para pedir informações sobre as alegações dos defensores de Bola. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a magistrada respondeu que em nenhum momento os advogados do réu, cujos os processos foram desmembrados, foram impedidos de acompanhar o julgamento.

Advogado de Bruno também quer nulidade

Antes mesmo de a sentença da juíza Marixa Rodrigues para os réus ser anunciada, o advogado Lúcio Adolfo, que defende o goleiro Bruno, já se mostrou insatisfeito com a juíza por ter sido impedido de acompanhar os votos dos jurados na sala secreta. Ele informou que também deve entrar com pedido de anulação do julgamento nesta quarta-feira. “O tribunal determinou que os advogados dos có-reus pudessem participar do processo até mesmo fazer perguntas. Estávamos com uma decisão liminar do Tribunal de Justiça que garantia a presença dos advogados e na hora de entrar para o julgamento a juíza proibiu”, questionou.

Sentença

O fiel escudeiro de Bruno, Macarrão foi condenado por sequestro, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado. Ele não poderá recorrer em liberdade e deverá cumprir uma pena de 15 anos, 12 deles em regime fechado. Já Fernanda Gomes, ex-namorada do jogador, foi condenada pela participação no sequestro de Eliza e de Bruno Samudio, filho da modelo e do atleta que à época tinha cinco meses de idade. Ela teve a pena estipulada em cinco anos em regime aberto.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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marcelo
marcelo - 27 de Novembro às 19:05
A OAB de Minas gerais deveria se pronunciar, e abrir um processo de esclusão para estes pseudos advogados.
 
Adalton
Adalton - 27 de Novembro às 18:12
ÉEEEEE MULTA NELES .
 
Wellerson
Wellerson - 27 de Novembro às 18:06
ai ai...
 
and
and - 27 de Novembro às 17:35
Esperamos que a condenação do Bola seja julgada rapidamente, e totalmente em regime fechado. Que os camparsas dele, tanto delegados, como PM, caiam por terra....
 
couto
couto - 27 de Novembro às 17:14
Manobra e catimba. Esses advogados só querem tumultuar, visto que seus clientes já estão pré-condenados antes mesmo do juri em Março/2013. Macarrão deletou o mandante e por cagaço deixou a entender que foi o bola o executor. Se eu tivesse como jurado daria pena máxima e prederia os advogados também.
 
leonardo
leonardo - 27 de Novembro às 16:50
4ª Câmara Criminal de Contagem,nao e de contagem e de minas gerais, tribunal de justiça
 
Wanderley
Wanderley - 27 de Novembro às 16:29
Advogados podem obstruir a justiça ? Onde está a OAB e a ética dos profissionais. São marginais como seus clientes. Defender sim, mas atrapalhar não!!!
 
Lázaro
Lázaro - 27 de Novembro às 16:06
Ô DOTÔ, CÊ TA DE BRINCADEIRA. ACORDA, ACORDA.... O ADV DO BRUNO TÁ TENTADO UM ACORDO COM A PROMOTORIA.