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Defesa de Macarrão vai analisar se recorrerá da sentença

Prazo para interpôr recurso começa na segunda-feira, quando advogados começarão a analisar as penas estabelecidas

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postado em 24/11/2012 01:44 / atualizado em 24/11/2012 02:07

Daniel Silveira

Vagner Antonio/TJMG


A defesa de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, informou que a partir de segunda-feira vai avaliar se irá recorrer da sentença estabelecida ao réu. Absolvido do crime de ocultação do cadáver de Eliza Silva Samudio, o amigo de infância do goleiro Bruno foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e a 3 anos de prisão por sequestro e cárcere privado da vítima. Entretanto, ele teve a pena de homicídio reduzida em 8 anos pelo atenuante concedido pela confissão parcial do crime. Assim, ficou fixada em 15 anos de reclusão a sua sentença, da qual não poderá recorrer em liberdade.

Após o anúncio da sentença, o advogado que o defendeu no júri, Leonardo Diniz, disse que ele e sua equipe reunirá na próxima semana para decidir os próximos passos. “A defesa vai analisar oportunamente se vai interpôr recurso de apelação. Vamos analisar a dosimetria da pena para saber como ela foi efetuada para, então, definir se vamos recorrer”, disse.

Tão logo acabou o julgamento, os familiares de Macarrão foram até o banco dos réus, onde ele permanecia sentado sob escolta policial, e o abraçou. O réu chorava muito. Além de sua mãe, Luciene Ferreira Correia Romão, estavam presentes o avô, Luiz Ferreira, a irmã e uma sobrinha, que aparenta ter menos de 2 anos de idade. Todos choraram muito e evitaram falar com os jornalistas, que os acompanharam até a saída do fórum. Apenas o avô se pronunciou, que destacou a sua crença religiosa . “Foi feita a justiça divina. Nós somos evangélicos e acreditamos no poder de Deus”, disse.

Do Fórum Doutor Pedro Aleixo, na Praça Tiradentes, em Contagem, Macarrão foi levado de volta à Penitenciária Nelson Hungria, onde está preso desde julho de 2010 e onde também se encontra recluso o goleiro Bruno, que deverá ser julgado em março do ano que vem.