SIGA O EM

Macarrão e Fernanda são condenados pelo Júri Popular em Contagem

Luiz Henrique Romão foi absolvido do crime de ocultação de cadáver, mas foi considerado culpado pelo sequestro e participação no homicídio de Eliza Samudio. Já a ex-namorada de Bruno foi condenada pelos crimes de sequestro da modelo e de Bruno Samudio

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 482809, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Arte sobre fotos de Vagner Ant\xf4nio/TJMG e EM/DA Press', 'link': '', 'legenda': 'A senten\xe7a foi anunciada \xe0s 23h53, quando a magistrada retornou ao J\xfari', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2012/11/23/331829/20121123215356412182u.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': None}]

postado em 23/11/2012 23:55 / atualizado em 24/11/2012 00:20

Daniel Silveira e João Henrique do Vale

Arte sobre fotos de Vagner Antônio/TJMG e EM/DA Press

Dois anos e cinco meses depois que se tornou público o desaparecimento e morte de Eliza Silva Samudio, a Justiça condena os primeiros dois dos oito réus no processo. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de infância e braço direito do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, foi condenado por sequestro, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado. Ele não poderá recorrer em liberdade e deverá cumprir uma pena de 15 anos, 12 deles em regime fechado. Já Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do jogador, foi condenada pela participação no sequestro de Eliza e de Bruno Samudio, filho da modelo e do atleta que à época tinha cinco meses de idade. Ela teve a pena estipulada em cinco anos em regime aberto. Apesar de condenada, Fernanda chorou de alívio ao fim do júri, já que poderá responder em liberdade. Os demais réus, entre eles o goleiro Bruno, devem ser julgados apenas em março de 2013.

Segundo o promotor Henry Vasconcelos de Castro, apesar das condenações, não é possível afirmar que há um vencedor no Júri. "Dizer que o resultado foi satisfatório é complicado, porque uma pessoa morreu, então não há uma vitória, e sim uma maneira de recomposição", opinou pouco antes da leitura da sentença.

A condenação foi anunciada às 23h53, quando a magistrada retornou ao Salão do Júri depois dos sete jurados, seis deles mulheres, terem se reunido em uma sala separada no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem. Cada um respondeu aos 19 quesitos que subsidiaram a sentença estabelecida pela magistrada. Foram cinco dias de intenso trabalho no tribunal até que os jurados pudessem concluir o veredicto, em meio a muitas polêmicas e reviravoltas neste Júri Popular, que na segunda-feira contava com cinco réus, até que os processos do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, da ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, e do próprio goleiro foram desmembrados diante manobras de seus defensores.

A quarta-feira foi o dia de maior trabalho para os jurados, que permaneceram dentro do fórum por mais de 21 horas. A sessão começou por volta das 8h30 e só terminou às 4h30 de quinta-feira. Os trabalhos vararam madrugada por causa da surpreendente confissão de Macarrão, que atribuiu ao goleiro Bruno toda a articulação do plano para dar fim à vida da mulher que lhe exigia o reconhecimento da paternidade do filho e consequente pagamento de pensão alimentícia, mediante ameaça de manchar a imagem pública do atleta. Foi feito um acordo entre a defesa de Macarrão e a promotoria. A juíza Marixa concordou em estender os trabalhos pela madrugada, pois o promotor Henry Vasconcelos de Castro tinha receio de que o réu, ao voltar para a Penitenciária Nelson Hungria, voltasse atrás, mediante algum tipo de coação, na decisão de revelar, mesmo que parcialmente, a execução do crime.

Ânimos exaltados

O debate entre acusação e defesa, que antecedeu o veredicto, foi marcado por troca de farpas entre as duas partes. Enquanto o promotor tentava evidenciar as provas do processo, os advogados dos réus rebatiam as acusações e tentavam desqualificar as investigações policiais e a lisura do processo judicial.

Nas duas horas que lhe foram concedidas, o responsável pela acusação buscou evidenciar ao Conselho de Sentença as contradições dos réus durante os interrogatórios e evidenciar as provas constantes no processo. Durante todo o tempo o promotor Henry Vasconcelos de Castro se mostrou exaltado. Falava com a voz em tom muito alto, quase aos gritos, e fez duras críticas aos réus. Chamou Fernanda de dissimulada e Macarrão de facínora, entre outros adjetivos usados para salientar o perfil de ambos.

Para mostrar as contradições nas falas de Macarrão, o promotor valeu-se, sobretudo, dos registros de ligações telefônicas e do depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro Bruno, à época adolescente, que narrou à polícia e ao Juizado da Infância e Juventude, com riqueza de detalhes, todos os passos do sequestro e execução de Eliza Samudio. A bilhetagem dos telefonemas também foram cruciais para que o promotor apontasse como Fernanda mentiu ao se esquivar do cárcere de Eliza e do bebê. "Fernanda, aquela dissimulada, disse que não viu Eliza ferida. Como uma mulher não iria reparar detalhes físicos de uma rival, com quem disputava um amante?", cogitou Henry Vasconcelos.

O promotor destacou ainda que três fatores foram cruciais para elucidação do crime: o resgate do filho de Eliza, a apreensão da Land Rover usada no sequestro da ex-modelo e a perícia feita no veículo, na qual ficou constatada a presença do sangue da vítima.

O defensor de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, preferiu tentar convencer o júri de que seu cliente não merecia ser punido por todos os crimes que foi denunciado. Para isso, usou a confissão de seu cliente para poder sensibilizar os jurados. Em suas argumentações, ele chegou a pedir para os jurados não condená-lo por sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio e do bebê, e pela ocultação de cadáver da vítima, mas apenas pela coparticipação por homicídio.

Já a defensora da ex-namorada de Bruno, Carla Silene, não usou todo o tempo que lhe era devido para fazer sua argumentação. A advogada afirmou que o promotor ignorou, durante o interrogatório de Fernanda na quinta-feira, que a jovem pediu desculpas por ter mentido na fase inicial do inquérito policial, alegando medo. Insistiu que ele ignorou os depoimentos que inocentariam sua cliente e que se ateve tão somente no que acredita evidenciar o caráter criminoso de todos os réus.

Amizade eterna que a força do tempo destruiu

O momento mais marcante deste primeiro julgamento dos réus acusados de envolvimento no sequestro e assassinato de Eliza Samudio foi na quarta-feira, quando Macarrão, pela primeira vez, falou sobre o crime. E quando decidiu dar a sua versão do caso, surpreendeu a todos. Ele atribuiu toda a culpa pelo crime ao seu fiel escudeiro e patrão, Bruno Fernandes. Ele foi enfático ao afirmar que "se tem alguém que acabou com a vida de alguém, foi o Bruno, que acabou com a minha vida". Ele ainda desabafou, dizendo que o silêncio ao qual se recolheu durante todo este tempo foi um martírio para ele e que a amizade, marcada em sua pele, acabava naquele momento.

Em seu depoimento, Macarrão desmentiu a versão prestada anteriormente à Justiça, no qual contava ter deixado Eliza em um ponto de táxi, e revelou que levou a modelo até um homem que desembarcou de um Palio preto na Região da Pampulha. Macarrão ainda contou que, pressentindo que iriam executar a modelo, tentou aconselhar o amigo. "Eu falei com ele, Bruno, estou te falando como irmão, deixa essa menina em paz, deixa essa menina", contou. O goleiro, no entanto, teria respondido, batendo no peito: 'deixa comigo. Eu sou o Bruno. Eu sou pica'.

Embora tenha saudado Macarrão pela coragem de fazer tal confissão, o promotor Henry Vasconcelos afirmou depois que ela foi parcial. Ele buscou ao máximo amenizar o seu envolvimento no crime, se retirou da cena da execução de Eliza, livrou Fernanda, Wemerson e Elenilson do envolvimento com o caso e não revelou o nome do assassino. Conforme o promotor, ele tem medo de ser assassinado por Bola, matador profissional apontado no inquérito policial como o executor da vítima.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
ailton
ailton - 24 de Novembro às 23:30
Ele irá conseguir o Livramento condicional com 01 ( um ) terço da pena, ou seja, 05 anos, mas se trabalhar, terá redução de pena. Ele tem uma vida inteira pela frente, sem contar que os dias estão voando! daqui alguns dias ele estará andando pelas ruas tranquilamente e ninguém mais lembrará disso.
 
ailton
ailton - 24 de Novembro às 23:25
A situação do Macarrão é boa! senão vejamos: Ele já pode entrar com execução provisória e progredir na pena com 1/6 para o semi aberto com saidas temporárias, 1/6 de 15 anos é 2,5 ele já cumpriu quase isto, ou seja, se o advogado requerer ele pode até comer um chester no natal de 2012.
 
Renato
Renato - 24 de Novembro às 20:56
O que aconteceu é simples: Como o julgamento do Bruno, Dayane, Marcos Aparecido( Bola), vai acontecer em 2013, o Macarrão ficou " na sinuca de bico", pois, se ele falasse que o Bruno não estava envolvido, ele( Macarrão)iria segurar tudo sozinho.
 
Eduardo
Eduardo - 24 de Novembro às 20:53
Pena de morte para esses assassinos covardes, Bruno e cia! Bandido bom é bandido morto!
 
Hudson
Hudson - 24 de Novembro às 18:10
Jose Gouveia e Marcio Santos, pensando desse jeito, vcs estão bem perto de um comportamento tão imbecil e ignorante como o Bruno. Quem nasceu de uma mulher não devia jamais chamar qualquer mulher de vadia ou prostituta, no sentido pejorativo. Pena de vocês...
 
Lázaro
Lázaro - 24 de Novembro às 18:03
SRS, A FERNANDA ESTA CONVERSANDO COM A IMPRENSA E RECLAMANDO DA CONDENAÇÃO, QUE PARA MIM, ELA GANHOU FOI UM PRESENTE DE NATAL. É BOM QUE ELA RECORRA, POIS PODERÁ VIR UMA PENA MAIS BRANDA, TIPO 9 ANOS.
 
mauro
mauro - 24 de Novembro às 17:27
Até que enfim! Espero que aqueles que acreditam que por terem dinheiro são imunes à lei, mudem de ideia depois da condenação desses assassinos covardes. Não adiantou aquela corja de advogados sedentos por holofotes.
 
ailton
ailton - 24 de Novembro às 17:25
Um fenomeno que mais me impressiona e o fato da mãe da Eliza forçar o próprio choro!podem reparar, não sai uma lágrima...ela mesmo declarou que não tinha um bom relacionamento com a Eliza, o pai por sua vez está foragido, por crime de estupro com pena certa e liquida. Choro sem lágrimas!!!
 
geraldo
geraldo - 24 de Novembro às 17:04
esperto é o FENÔMENO descobriu que tem um filho no Japão, fez DNA, e pága pensão de boa, isso é que é cara "sperto"
 
Lázaro
Lázaro - 24 de Novembro às 15:42
PARECE-ME QUE MUITOS AQUI NÃO GOSTAM DE PROSTITUDAS. SAIBAM QUE ELAS SÃO PESSOAS IQUAIS AS OUTRAS.
 
Chacall
Chacall - 24 de Novembro às 14:31
Achei pouco, esses pilantras mereciam uma morte igual a que fizeram com a vítima. Pode m ter a certeza que a tal da Eliza além de ser torturada sofreu mostruosidades nas mãos desses otários. Ainda tinha gente que defendia a inocência da quadrilha.
 
Ricardo
Ricardo - 24 de Novembro às 13:31
Acho leviano chamar a garota de vadia, prostituta e, "ela teve o q mereceu" (jose Gouveia) foi no mínimo infeliz. Uma pessoa morreu. Como diz a reportagem nao tem vencedores. A língua tbm mata.
 
Bruno
Bruno - 24 de Novembro às 12:45
15 anos de condenação permite ao réu cumprir 1/3 em regime fechado e o restante semi aberto, se a lei é igual para todos porque 12 anos preso?
 
Patrick
Patrick - 24 de Novembro às 10:25
"O ALMOÇO NO DOMINGO NA PENITENCIÁRIA "NELSON HUNGRIA", SERÁ MACARRÃO À BRUNONHEZA."
 
Luiz
Luiz - 24 de Novembro às 10:14
Todos os réus já estão condenados pela opinião pública há dois anos, fruto de uma ação fulminante da Grande Imprensa. Portanto, ninguém vai ser doido a ponto de contestar o que pensa o povo.
 
Voltaire
Voltaire - 24 de Novembro às 09:48
O macarrão não fica mais que 2 anos preso. É fato. Estamos no Brasil, lembram? E podem esperar que os outros também não vão ficar mais que 5 anos presos.
 
geovany
geovany - 24 de Novembro às 08:57
Se fosse em país de primeiro mundo pena de morte para todos eles,bando de covardes,levaram a moça ao abismo e depois jogaram a pá de cal!Bruno é sem duvida nenhuma um psicopata em evidencia,não deixaria nenhuma criança proximo dele.
 
Marcos
Marcos - 24 de Novembro às 08:53
Eu quero saber onde estao os defensores de plantao do bruno e cia?
 
Antonio
Antonio - 24 de Novembro às 08:40
A reportagem, ao que parece, está fornecendo uma informação equivocada quanto disse: .... "Ele não poderá recorrer em liberdade e deverá cumprir uma pena de 15 anos, 12 deles em regime fechado".... Caso procedente, sugiro retificar a sentença.
 
Marcio
Marcio - 24 de Novembro às 08:28
Até entendo o porque da ira do Bruno em ter que assumir a paternidade de uma criança filho de prostituta, mas matá-la foi uma estupidez condizente com a sua ignorância.
 
Jose
Jose - 24 de Novembro às 08:08
O único motivo de nossa justiça funcionar mesmo que precariamente é a indignação da sociedade. Não fosse o Bruno famoso, a morte dessa vadia passava em branco. Ela teve o que mereceu e os otários que cuidaram dela tmbém o terão. Eu gostaria que a justiça fosse sempre assim.
 
leonardo
leonardo - 24 de Novembro às 07:37
Que medo é esse desses caras que tem pica em pagar pensao, agora vai continuar com a pica, mas jogou, fama , dinheiro tudo pelo ralo,inconsequente, podia ta ai vivendo numa boa, curtindo o filho e sua liberade. Como tem pessoas burras nesse mundo .
 
Luciano
Luciano - 24 de Novembro às 07:25
O melhor deste julgamento é o promotor Henry Vasconcelos, é o único a expor palavras vereditas aos bois da história, virei fã desse camarada. Ex: Coisa que se diz ordem (oab), fetutine (macarrão) kkkkkk, show de bola, é isso que o povo quer ver, gente de coragem para cuspir nos intocáveis!!!
 
Saulo
Saulo - 24 de Novembro às 07:10
O Novelinha...!! Ainda será incriminado mais m policial civil na historia..!! Bola e Bruno..tão ferrado..Macarrao sai bem nessa historia..!! A Juiza foi complacente com a dupla de ontem..!!
 
João
João - 24 de Novembro às 06:57
Az Jr...vc deve estar brincando ao chamar o Rio de cidade-favela. Vá conhecer ! Vc vai deslumbrado com tanta beleza. E olha que eu sou mineiro de BH.
 
claudio
claudio - 24 de Novembro às 00:36
o macarrão vai pagar 1/6 da pena,15 anos de condenacao,como ja esta preso a 2 anos,vai ficar no maximo um a dois anos na cana.a bomba vai explodir na mão do bola.
 
Alessandro
Alessandro - 24 de Novembro às 00:28
Bruno e Bola podem preparar o lombo! Se o Macarrao tomou 15! 40 para vcs vai ficar de bom tamanho!
 
az
az - 24 de Novembro às 00:21
A pessoa anda pelos lados do RJ e acha que o que acontece naquela cidade-favela se estenderá por todo o Brasil tbm. Sem falar que tenta arquitetar um crime perfeito e que o dinheiro irá os livrar de qualquer culpa...