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O crime segundo Luiz Henrique Romão

Macarrão surpreende a todos e responsabiliza Bruno pelo desaparecimento de Eliza Samudio

"Se tem alguém que acabou com a vida de alguém, foi o Bruno, que acabou com a minha vida", declarou o braço-direito do goleiro nesta madrugada

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postado em 22/11/2012 01:31 / atualizado em 22/11/2012 20:49

Daniel Silveira, João Henrique do Vale e Emerson Campos

Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press

Um testemunho de amizade grafado na pele. "Bruno e Maka. Amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro". A tatuagem feita nas costas pelo melhor amigo do goleiro Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, fomentou especulações sobre um relacionamento homossexual entre os dois e de uma possível confissão de Luiz para livrar o amigo. No entanto, Macarrão quebrou todas as expectativas e surpreendeu o júri ao confirmar, durante depoimento nesta madrugada, em Contagem, que o goleiro Bruno foi o único responsável por arquitetar o sumiço da modelo Eliza Samudio. Durante o interrogatório da juíza Marixa Rodrigues, ele disse que as acusações que recaem sobre ele são parcialmente verdadeiras, afirmou que não é um monstro como tem sido tratado e ressaltou que só não falou nada antes porque os advogados não o permitiam. A principal parte da confissão foi feita em meio a muito choro do réu.

Confira como foi a 3ª sessão no blog do em.com.br

Em seu depoimento, Macarrão desmentiu a versão prestada anteriormente à Justiça, na qual contava ter deixado Eliza em um ponto de táxi, e revelou que levou a modelo até um homem que desembarcou de um Palio preto na Região da Pampulha. Ele não soube dar detalhes da suposta execução e do que aconteceu depois, mas inocentou Elenilson, Wemerson e Fernanda. "Por ter complicado a vida deles por tanto tempo, peço perdão. Que possam me perdoar", declarou, após dizer que também pedia perdão à mãe da vítima. Macarrão ainda contou que, pressentindo que iriam executar a modelo, tentou aconselhar o amigo. "Eu falei com ele, Bruno, estou te falando como irmão, deixa essa menina em paz, deixa essa menina", contou. O goleiro, no entanto, teria respondido, batendo no peito: 'deixa comigo'.

Ao fim do interrogatório da juíza Marixa Rodrigues, Macarrão desbafou. "Se tem alguém que acabou com a vida de alguém, foi o Bruno, que acabou com a minha vida", declarou. Desde o início de seu depoimento, ele se referiu ao goleiro, na maior parte do tempo, por "meu patrão", não pelo nome. Transpareceu certa mágoa quando disse que o ex-atleta o viu chorar dirariamente durante os dez meses em que partilharam cela na cadeia, mas jamais admitiu a possibilidade de revelar a trama e inocentar os demais envolvidos no caso.

Macarrão começou a responder às perguntas da magistrada por volta das 23h20. Às 1h20 a mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, que prestou depoimento pela manhã e acompanhou todo júri atentamente, deixou o plenário. A advogada que a representa, Maria Borges Gomes, esclareceu que pediu à Sônia que voltasse para o hotel ao perceber que Luiz Henrique estava arrastando o relato. Para ela, a presença da mãe de Eliza estaria constrangendo o depoente, que acabou revelando que a modelo foi de fato enviada à morte por Bruno vinte minutos depois que Sônia se ausentou.

Bola é retirado de cena

Em momento algum Macarrão citou o nome do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pela promotoria como o matador contratado por Bruno para dar fim à vida de Samudio. Ele afirmou que não viu quem era o homem no Palio preto que recebeu a vítima na Pampulha. Destacou que ela foi iludida por Bruno, que disse para ela acompanhar o amigo de infância porque iria ser levada, por uma terceira pessoa, até um apartamento que o atleta comprou para ela. Ele ainda garantiu que desconhece como se deu a execução da jovem, embora o adolescente primo do goleiro tenha narrado, com riqueza de detalhes, a cena macabra de asfixia e esquartejamento da vítima, na presença dele e de Macarrão.

"Se eu soubesse onde estava o corpo, teria assumido o crime sozinho, há dois anos, pelo vínculo de amizade com Bruno, a quem tinha como um irmão", declarou ao júri. Chorando muito, ele disse que sofreu a angústia de ser responsabilizado por um crime que não arquitetou durante "dois anos, quatro meses e 22 dias", destacando que teme ser morto daqui em diante. Ele falou claramente que teme represália por parte do próprio goleiro.

 Beto Magalhaes/EM/D.A Press
A confissão continuou com o interrogatório do promotor Henry Castro, que saudou o réu pela coragem de quebrar o silêncio. Foi nesta etapa que o nome de Bola foi citado pela primeira vez. Quem o citou foi o representante do Ministério Público, que quis saber se Macarrão o conhecia. O réu garantiu que só conheceu o ex-policial civil durante banho de sol na Penitenciária Nelson Hungria.

Os registros das ligações telefônicas entre os aparelhos celulares de Bola e Macarrão foi o ponto mais abordado pelo promotor. Macarrão disse que falava muito com o ex-policial, cuja identidade e nome desconhecia, porque, a pedido de Bruno, buscava negociar o ingresso do filho de Marcos Aparecido no time 100%, patrocinado pelo atleta. Macarrão afirmou que só tratava o interlocutor por 'parceiro', 'irmão' ou 'cara'. Disse ainda que seu celular era usado por todos do círculo de convivência de Bruno, o que justificaria o grande volume de ligações feitas e recebidas.

Concluído o interrogatório do promotor, a juíza concedeu aos assistentes de acusação e à advogada que representa a mãe de Eliza formularem poucas perguntas ao réu. Em seguida, ela leu três perguntas formuladas pelos jurados. Havia ainda uma quarta pergunta dos jurados, mas a magistrada disse que não a formularia porque ela tinha tom sugestivo.

Confissão parcial e inteligente


Já na parte externa do Fórum de Contagem, o promotor Henry de Castro conversou com os jornalistas sobre a confissão de Macarrão. Ele avaliou a atitude do réu como inteligente e diz que já esperava a confissão, pois a defesa já havia sinalizado isto. "Pela primeira vez, nós temos entre os acusados que permanecem vivos, a imputação deste assassinato ao Bruno", declarou. Em sua análise, Castro afirmou que se Macarrão não fizesse a revelação de que o goleiro foi o único mentor do plano, seria o próprio Macarrão o único articulador do crime.

Segundo o promotor, Macarrão responderá pelo crime de homicídio simples, não qualificado como definia a denúncia do Ministério Público. "Único delito que o Macarrão de alguma maneira se implicou foi no próprio delito de homicídio como partícipe. Todavia o que a acusação sustenta é que o réu é mais do que um partícipe, é um autentico coautor e coarticulador desse delito", disse.

O promotor ressaltou também que as palavras de Macarrão inocentaram alguns réus. "Ele inocenta a Fernanda, o Elenilson, o Wemerson, e tenta também afastar as responsabilidade do Bola, e implica tudo diretamente ao Bruno. Nem a si mesmo ele implica de maneira completamente direta, por isso é uma confissão parcial", explicou. Entretanto, ele fez questão de destacar que a promotoria não tem dúvida de que Macarrão participou de todo o trâmite na execução de Eliza, conforme depoimento prestado pelo adolescente primo de Bruno à época.

A ex-mulher de Bruno continua sendo apontada pelo promotor como uma das personagens principais do crime. "A Dayanne não é mandante. Ela é uma das protagonistas deste delito", conta Henry, explicando que o filho de Eliza não foi morto porque a ex-companheira do goleiro assumiu que iria garantir de alguma maneira a guarda do bebê.

Por fim, o promotor afirmou, categoricamente, que os restos mortais de Eliza jamais serão encontrados. "O corpo de Eliza foi totalmente destruído", garante. Ele disse que a modelo foi esquartejada e teve os pedaços tornados cinzas, que foram espalhados em um areal onde, inclusive, foram encontrados vestígios de sangue.

Sobre o temor de Macarrão em ser assassinado, o promotor disse que, após o cumprimento da pena, quando o condenado tiver direito ao regime aberto ou ganhar a liberdade, poderá, caso solicite, ser incluído no Serviço Nacional de Proteção à Testemunha.

Defesa fala em pena branda

O advogado de Macarrão, Leonardo Diniz, acredita que a confissão de seu cliente vai fazê-lo responder apenas por co-participação no crime de homicídio. "Ele só vai responder o crime por levar Eliza Samudio para o local da morte. Compete agora o conselho de sentença decidir qual é o crime e a importância dele. Macarrão é réu confesso de ter participado de um crime de homicídio", explicou o defensor, que disse esperar uma pena branda, embora tenha preferido não sugerir qual será a sentença dada pela juíza após a conclusão do júri.

Alívio


A advogada Maria Borges Gomes, que representa Sônia Fátima de Moura, mãe de Eliza, disse que sua cliente não tinha dúvidas de que a filha tenha sido morta e que já não tem esperanças de que os restos mortais sejam encontrados, já que a execução foi feita por um matador profissional. Porém, afirmou que a família da modelo fica aliviada com a confissão, porque garante, enfim, que a justiça seja feita.

Confira os principais pontos do depoimento de Macarrão durante o interrogatório da juíza:

* Por volta de 23h15, Macarrão retorna ao salão do júri e se senta de frente à juíza. Depois da leitura das acusações, Marixa Rodrigues pergunta: "Eu gostaria de saber do senhor se essas acusações são verdadeiras", diz a juíza. "Parcialmente", ele responde;

* Macarrão diz que sempre quis falar, mas foi impedido pelos advogados. Diz que não é um monstro e que responderá a verdade sobre tudo;

* Juíza lembra a data de 4 de junho e pergunta quem convidou Eliza para ir ao hotel no Rio. Ele diz que não foi a convite de ninguém. Macarrão afirma que Eliza quis ir ao Rio discutir a pensão com Bruno e ele providenciou hospedagem, pois tinha contatos na rede hoteleira;

* Macarrão conta que Bruno conheceu Eliza em uma orgia em um apartamento no Rio. Juíza pergunta como ele soube da existência da jovem. “Só fui saber o nome da senhorita Eliza em 2009, quando houve aquele fato no Rio de Janeiro" diz se referindo à denúncia de Eliza. "Infelizmente era uma vida de só loucuras. Muitas mulheres, muitos homens, muitas bebidas", completa;

* O réu destaca que não estava presente na orgia na casa de Paulo Victor, mas que Bruno comentou que fez sexo com Eliza em 15 minutos; 

* Macarrão diz que começou a trabalhar no Rio em janeiro de 2010. "Infelizmente meu patrão (Bruno) não tinha dinheiro nem para colocar gasolina no carro”. Macarrão afirma que a vida financeira de Bruno era completamente descontrolada, embora tivesse salário de um grande clube; 

* Macarrão diz que Bruno confiou a ele negociar repasse de dinheiro a Eliza. "Ele deu meu telefone para ela, meu ID", conta. "Infelizmente ela só me ligava para falar questões de dinheiro, reclamando que não tinha sido depositado", completa;

* Macarrão revela que o Flamengo devia R$ 325 mil a Bruno, pagos com três cheques. Ele afirma que o jogador devia cerca de R$ 400 mil.

* "Eu dei a ele (Bruno) um cheque de R$ 107 mil para pagar, é um absurdo, apenas roupas", conta o réu;

* Macarrão afirma que Eliza exigia, além de dinheiro, que Bruno conhecesse o filho. "Fui eu quem levei ela para conhecer o menino";

* Macarrão diz que não atendeu ligação de Eliza em 4 de junho de 2010 porque sabia que ela queria dinheiro e ele não tinha de onde tirar. Ele revela que foi jantar naquela noite no restaurante chamado Rosas, em companhia do adolescente, onde encontraram Eliza; 

* O acusado diz que Eliza começou a xingá-lo, exigindo dinheiro. "Calma coração, nós vamos resolver isso", e a levou ao banco. Macarrão conta que ele, o adolescente e Eliza foram na Land Rover para ele provar à jovem que não havia R$ 1.500 na conta;

* Macarrão conta que fez então um saque de R$ 800 da própria conta e passou para Eliza;

* Juíza pergunta da briga entre Eliza e o menor no carro. Macarrão conta que no trajeto de volta ao flat foi quando ocorreu a briga na Land Rover. "O adolescente estava muito alterado";

* Macarrão conta que o adolescente começou a agredir Eliza verbalmente na Land Rover. "Por que o Bruno foi mexer com este tipo de mulher?";

* Eliza revidou, dizendo "seu primo tá achando que é um Rogério Ceni? Seu primo é um filho da puta(sic)". Foi então que o menor bateu nela; 

* Macarrão diz que assustou quando viu o nariz de Eliza sangrando e que quase bateu o carro nesta hora;

* Ele disse que parou e discutiu com o jovem: “você viu o que você fez, cara? Amanhã essa mulher vai estar na imprensa”;

* Macarrão destaca que teve medo de deixar Eliza sozinha com o adolescente na casa, por isso chamou a Fernanda para ir até lá. Com Fernanda na casa, Macarrão saiu "no carro dela" para comprar remédio para dor de cabeça da modelo e curativo para o nariz dela;

* "Ela não tinha uma mala como todos falam. 'A mala vermelha, a mala branca', isso nunca existiu". Diz que tinha duas bolsas pequenas; 

* Uma das malas ficou no hotel. "Se eu tivesse fazendo algo escondido, entrava lá e pegava a bolsa. Eu tinha acesso livre no hotel", afirma; 

* Juíza pergunta se o menor se machucou na briga. “Foi uma briga feia. Ele ficou com o braço todo arranhado, até saiu sangue", conta Macarrão;

* Marixa então pergunta da suposta coronhada. "Nunca andei armado e o adolescente também não tinha arma", garante Macarrão, negando machucado na cabeça de Eliza;

* Macarrão responde que Eliza dormiu no quarto dele, com a criança. "A Fernanda pegou a criança quando ela estava passando remédio". Fernanda dormiu naquela noite no quarto de Bruno, segundo Macarrão. "Hora nenhuma eu coloquei a Fernanda para vigiar a Eliza"; 

* Filmes pornográficos feitos por Eliza foram assunto na manhã seguinte, quando todos acordaram na casa no Recreio dos Bandeirantes. A juíza pergunta por que o trabalho de Eliza foi assunto da conversa. "Eu vi o filme e fiquei curioso em saber se era verdade a cena", conta. Juíza pergunta se Eliza disse ter vontade de parar com filmes. "Não, ela disse 'meu ouro está ali'"; 

* Depois do café da manhã, Macarrão foi ao encontro de Bruno no hotel onde estava concentrado e contou todo o ocorrido na noite anterior. Macarrão diz que Bruno ficou assustado com o relato e o xingou por ter chamado a Fernanda. Depois da conversa, Macarrão voltou para casa; 

* Macarrão diz que estavam com viagem marcada para Minas, porque no dia seguinte teria jogo do 100% e convidou Fernanda para ir conhecer os jogadores do time; 

* Naquele sábado, 5 de junho, Macarrão não foi buscar o Bruno após o jogo do Flamengo, porque goleiro estava com carro emprestado por um amigo;

* Nesse dia Bruno conversou com Eliza. "Ele falou que ela pediu um dinheiro, sem falar para quê. Ele me falou que ela pediu R$ 50 mil";

* Macarrão disse a Bruno que tinha R$ 30 mil no sítio em Esmeraldas. "Já é mano (sic), pede o Elenilson para fazer um doc", disse;

* Macarrão afirma que Eliza recusou o depósito, dizendo que não confiava mais neles, e que iria para o sítio pegar o dinheiro em espécie;

* Macarrão faz questão de deixar claro que Eliza veio a Minas por livre e espontânea vontade. Diz que vieram em dois carros, porque era de praxe;

* Macarrão conta que no trajeto do Rio a Minas deram carona para um policial. Ele conta que chegando em Contagem, de madrugada, decidiram dormir em um motel pois não sabiam se Dayanne estava no sítio; 

* Macarrão conta que pela manhã Bruno ligou da porta do motel querendo entrar no quarto. "Liguei para a recepção e reservei suite ao lado". O goleiro se hospedou com Fernanda e Macarrão diz que não sabia que o Sérgio estava junto deles;

* Macarrão critica Sérgio e Jorge. "Eu não gostava do Sérgio, eu não andava com o Jorge. Sérgio foi no quarto mexer com ele";

* Após o jogo do 100%, foram comemorar em um bar e Eliza não quis ficar porque estava frio. Seguiram então para o sítio em Esmeraldas;

* Macarrão diz que se dividiram nos vários quartos e que não se recorda de muitos detalhes porque "estava muito bêbado";

* Segundo o réu, na segunda-feira, ele Fernanda voltaram para Rio de Janeiro. Pegaram o carro dela que ficou na casa do Recreio e foram comprar carne para a festa do 100%. Na terça, Macarrão deu entre R$ 8 e R$ 10 mil a Fernanda para ela organizar a festa e voltou a Minas de avião, no fim da noite;

* Macarrão conta que naquele dia soube da apreensão da Land Rover, por causa do IPVA vencido, e afirma que não mandou lavá-lo;

* Macarrão diz que quando chegou no sítio ocorria uma festa de "panelinha nossa". Pouco antes, soube de proposta do Milan a Bruno;

* De manhã, Dayanne chegou no sítio pois queria surpreender Ingrid, com quem Bruno já namorava. Ela não sabia de Eliza e todos se esconderam;

* Dayanne desconfiou que Ingrid estivesse lá e quis entrar no quarto de Macarrão para conferir. "Quero saber quem é a vagabunda (sic) que está aí"; 

* Bruno autorizou entrada de Dayanne no quarto, dizendo que ela já conhecia Eliza, para quem telefonava xingando e trocando ofensas;

* Segundo ele, para cada mulher Bruno fazia uma promessa. Para Dayanne, que reataria casamento. Para Ingrid, que morariam juntos. Macarrão diz que se afeiçoou à Fernanda e que achava 'sacanagem' que Bruno a enrolasse como fazia com as outras;

* Em 9 de junho, véspera da suposta morte de Eliza, Macarrão diz que ela estava no sítio e acompanhou os dois amigos jogarem videogame;

* Na mesma tarde, Bruno quis levar o bebê para que a mãe dele conhecesse o novo neto. Eliza não os acompanhou. Ficaram lá em torno de um hora;

* Na volta para o sítio, Dayanne e babá os acompanharam no mesmo carro. Chegaram lá à noite "e estava tudo normal, todos os meninos tavam (sic) lá";

* Juíza pede que Macarrão fale sobre a quinta-feira, 10 de junho, data da suposta execução. "Acordamos na correria, acho que fizemos compra";

* Macarrão garante que Eliza estava no sítio, que almoçaram todos lá, e diz que até o fim da tarde saiu várias vezes. Saídas foram para resolver detalhes do jogo e da festa do 100% marcados para o domingo no Rio de Janeiro;

* Macarrão revela que uma pessoa ligou várias vezes para o celular dele de um número desconhecido querendo falar com Bruno. Quando o atleta respondeu a ligação, Macarrão disse que notou o amigo estranho. "Notei a aparência dele estranha". Bruno, então, o orientou a levar Eliza para a Região da Pampulha. Contou com a voz embargada por choro;

* "Eu falei com ele, Bruno, estou te falando como irmão, deixa essa menina em paz, deixa essa menina";

* "Eu falei o Clayton já foi preso, o Jorjão também, o Canela, eu não quero ser mais um para entrar no sistema, pois não sou bandido...". 'Larga de ser bundão, é comigo', Bruno respondeu a Macarrão. O réu chora no tribunal;

* "Eu estava pressentindo que iria levar Eliza para ser executada". Bruno disse 'deixa comigo', batendo no peito, segundo Macarrão;

* "Eu falei: estou indo como seu funcionário, mas quero que você saiba que está acabando com a sua carreira e com a sua vida"; 

* Juíza pediu intervalo para o banheiro e restante da confissão demora um pouco mais; 

* Retomado o interrogatório. Juíza pergunta sobre o traslado de Eliza. Macarrão diz que foram apenas ele e o adolescente até o local indicado.

* Macarrão diz que não viu quem recebeu Eliza na rua. "Juro para a senhora que eu não vi. Posso falar que saiu de um Palio preto". A desculpa para que Eliza os acompanhasse foi que ela seria levada ao apartamento que Bruno daria a ela.

* Depois que Eliza entrou no Palio, Macarrão e o menor retornaram ao sítio. "Foi tudo muito rápido. Saí correndo, quase bati o carro";

* Diz Macarrão que na volta ao sítio o adolescente estava tranquilo, enquanto ele chorava muito. Relata que sempre foi chamado de 'bundão';

* Ao chegarem no sítio, contou como foi tudo para o Bruno, que disse "tá tranquilo";

* Todos arrumaram as malas, e foram para o Bairro Liberdade, de onde partiu o ônibus que levou o 100% a Angra dos Reis. "Cheguei apavorado e até viajei sem clima. Inclusive a testemunha afirmou que fui no banco da frente, nem participei da bagunça no ônibus"; 

* Macarrão reafirma que não sabe a quem entregou Eliza. "Por toda a situação, acredito que foi a mesma pessoa que falou com Bruno no telefone";

* Disse que Bruninho ficou sob os cuidados de Dayanne. Juíza insitiu saber qual o argumento usado para ela cuidar do bebê. "Eu não sei";

* "O senhor se sente mais aliviado com tudo que falou hoje?", pergunta a juíza. Chorando, responde: "guardei tudo isso por 2 anos, 4 meses e 22 dias". Diz ter sofrido por ser tratado por monstro ao longo deste tempo;

* "Se tem alguém que acabou com a vida de alguém, foi o Bruno, que acabou com a minha vida", declara Macarrão;

* "Hoje eu sei que sou um arquivo vivo e arquivo morto. Tenho medo de morrer, mas acabou tudo isso", desabafa Macarrão.
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rodrigo
rodrigo - 22 de Novembro às 16:32
De tudo isso só me resta lembrar!! Mulheres, o futuro de mulher intereceira que vive a procura de dinheiro facil é esse ai!! Uma hora a casa cai!!!
 
JOSÉ
JOSÉ - 22 de Novembro às 15:46
UMA COISA EU SEI, ELE É INTELIGENTE E ESTÁ APRENDENDO RÁPIDO A FAZER O JOGO DOS ADVOGADOS, SE NÃO FOSSE CULPADO NÃO TERIA SEGURADO ESTA ONDA POR TODO ESTE TEMPO. AGORA VIRÁ O BOLA ACUSANDO O MAKA DEPOIS VEM O BRUNO ACUSANDO OS DOIS E AÍ O JURI FICA NA DUVIDA E OS ABSOLVE. JUSTIÇA SÓ DEPOIS DO CAIXÃO!
 
Luiz
Luiz - 22 de Novembro às 13:43
Quando se pensava que ele iria assumir a culpa sozinho de tudo, hein ?
 
William
William - 22 de Novembro às 12:46
Coitado desse macarrão, segurou a bronca por tanto tempo, agora cagueta geral...vai virar macorranada no presídio...lá eles não gostam de dedo duro...Mas enfim a verdade veio à tona, depois vem o Bruno e fala que foi o macarrão...vai virar um trem doido isso.
 
Celio
Celio - 22 de Novembro às 11:12
Todos merecem aprodrecer na cadeia. Depois do arrocho vem com lagrimas de crocodilo entregando uns podres... Essa de que "vou fazer isso como funcionario" é balela. Patrão nenhum me induz a levar alguem para a morte, todos vocês foram comrropidos pelo dinheiro, agora segura as broncas seu bundão.
 
Joaquim
Joaquim - 22 de Novembro às 09:15
Olá assalariados como eu. Só Deus sabe a verdade. Por nossas leis serem falhas, os advogados se senten os espertos. Esse é um típico caso do novelo de lã: acharemos a ponta? Onde está ponta? Existe a ponta? Quem é a ponta? Daria uma(um) novela(o) com o título: O(a) Novelo(a) Eliza. Aê Glória Perez...
 
valmir
valmir - 22 de Novembro às 09:05
ou ainda melhor,,,citando o advogado do milionário von Bulow acusado de envenenar a mulher no EUA, nos anos 80...explicando a uma estagiaria cheia de fricotes de consciência por estar defendendo um monstro..dizendo..se fosse pra defender inocentes um ou dois advogados bastavam para todo o país..
 
Laercio
Laercio - 22 de Novembro às 09:05
À cada ação uma reação correspondente. O dia que a humanidade fizer uma séria reflexão acerca dessa locução, o mundo terá outro rumo.
 
valmir
valmir - 22 de Novembro às 09:03
o advogado foi enganado???? ahh sim..claro... com a verdade aparecendo ele deve ficar bem decepcionado mesmo pq o trabalho desse e de todos os outros é justamente impedir a verdade de aparecer..
 
Jose
Jose - 22 de Novembro às 08:47
Se a promotoria cair nessa, eu simplsmente não acredit mais em justiça, esses advogados do Bruno estão levando muito dinheiro e sabem fazer as coisas.. Por que em nenhum momento o Macarrão citou o Bola? Por que ele não fez esse depoimento à policia para se livrar? Claro que é manobra de advogados
 
Cristian
Cristian - 22 de Novembro às 08:45
E aquele delegado mequetrefe deve estar com a cara queimando: foi feito de otário, kkk! Cachorro canibal, kkk! E cabe à justiça conferir se cada detalhe falado é verdadeiro ou não. Agora é hora de investigação séria e pontual. The end!
 
Jose
Jose - 22 de Novembro às 08:45
Não sou formado em direito, mas, qualquer um percebe o que esta acontecendo, agora o Macarrão passa a culpa pro Bruno, ele será julgado em outra data, lá o Bruno devolve a acusação e pronto fica por isso mesmo.. E os telefonemas entre Macarrão e o Bola? Agora ele não viu que levou a Eliza?
 
Ricardo
Ricardo - 22 de Novembro às 08:44
Olha este julgamento ja esta virando piada,e a midia não tem mais nada para fazer da linha.Agora uma pergunta?Sem corpo como podem provar que ele matou?Na minha opinião prenderam o cara e agora estão sem saida e quer condenar de qualquer jeito!Policinha boa esta hein?Vamos ver os proximo capitulos!!
 
Lázaro
Lázaro - 22 de Novembro às 08:10
caro internauta, o Macarrão esta colocando a cabeça dele a premio e as dos demais envolvidos. Ele está certo, senão ele teria que segurar tudo sozinho. Com certeza ele irá dar nome aos bois.
 
Jorge
Jorge - 22 de Novembro às 07:35
Isto tudo está parecendo a série 'lost', deixa todo mundo perdido onde se misturam declarações 'alienigenas', alucinantes e verdadeiras. Parece uma 'industria de fazer doido', todo dia tem uma loucura nova.
 
Fábio
Fábio - 22 de Novembro às 07:24
Esse assunto bruno&macarrão está conseguindo desviar o foco do mensalão que é muito importante
 
Henrique
Henrique - 22 de Novembro às 03:39
Em relação a delações e depoimentos, a muito não via um com tanta riqueza de detalhes dos dias, atos e fatos, isso significa o surgimento da verdade e que um pobre laranja é intimidado a não falar, mas com toda a pressão o rapaz não aguentou e tá sofrendo por síndrome da verdade alheia.
 
Henrique
Henrique - 22 de Novembro às 03:37
Após muita manipulação, muita articulação, a verdade começa a surgir, a lucidez vem a tona. Luiz Henrique Romão é um laranja, um pau mandado que entrou na historio por acaso, digno de um filme com o título "Uma semana muito local" ou "Luxuria, uma história sem fim". Data venia, o cara é um laranja.
 
Ivair
Ivair - 22 de Novembro às 03:26
Esta novela não tem fim. Parece seriado americano que nunca acaba. Quem garante que Macarrão não está agindo de acordo com advogados? Não dá para acreditar em ninguém nesta história macabra.