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Julgamento de Bruno pode ser novamente desmembrado, dizem advogados

Defensores de Bola voltam a afirmar que acusação é vingança de delegado e diz que julgamento de Bruno pode ser novamente adiado

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postado em 21/11/2012 15:05 / atualizado em 21/11/2012 17:07

Júnia Brasil

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Os advogados de Marcos Aparecido, o Bola, afirmaram na tarde desta quarta-feira que não acreditam que o desmembramento do julgamento dos réus do caso Bruno seja manobra e que a data pode ser adiada para além do dia 4 de março. Zanone Manoel Oliveira Junior e Ércio Quaresma abandonaram o plenário na última segunda-feira e o ex-policial Bola será julgado separadamente dos outros réus.

Veja imagens do terceiro dia de julgamento

Os advogados afirmaram que o prazo para a defesa dos réus é muito curto. Por isso, o julgamento de Bola, Dayanne e Bruno poderá ser novamente separado. “O desrespeito pelo código penal (no júri dos sete réus) foi tanto que tivemos que deixar o plenário”, disse o advogado Zanone, ao comentar a decisão dele e de Ércio Quaresma de abandonarem o fórum. “Limitar a defesa em 20 minutos é um absurdo”, afirmou. Quaresma, que chegou a afirmar que não defenderá mais o goleiro Bruno, disse que os processos deveriam ser previamente desmembrados, para que todas as testemunhas sejam devidamente ouvidas.“Seria mais inteligente em um processo de 15 mil páginas que houvesse o desmembramento determinado pela própria magistrada, com 1h30 para acusação, 1h30 para a defesa e uma hora para os debates finais”, afirmou.

Quaresma lembrou o julgamento de Bola em outro caso, ocorrido no início do mês, ao dizer que os familiares dos acusados estão sendo prejudicados no plenário. “Marcos foi julgado 15 dias antes e 10 lugares foram reservados para familiares. No caso desse julgamento, os familiares tiveram direito apenas a dois lugares. Isso é justo?”, questionou.

O advogado Zanone voltou a sustentar o argumento de que Bola está sendo vítima de perseguição e vingança do delegado Edson Moreira, que presidiu o inquérito. Ainda segundo ele, o desmembramento do júri não favoreceu e nem prejudicou Marcos Aparecido. “Se o julgamento fosse amanhã, já estaríamos prontos para tentar mostrar que isso é uma covardia, é uma vingança de um inimigo que presidiu o inquérito e colocou toda a acusação nas costas do Bola”, afirmou. “O que aconteceu no sítio do Bruno, em Esmeraldas, é problema do Bruno. Bola vive em Vespasiano e lá não aconteceu nada”, concluiu.
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