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Justiça absolve Bola em julgamento de assassinato de carcereiro

O promotor de Justiça que acompanhou o caso afirmou que vai recorrer da decisão

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postado em 07/11/2012 17:17 / atualizado em 07/11/2012 19:13

João Henrique do Vale , Clarisse Souza

Ramon  Lisboa/EM/EM/D.A.Press

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi absolvido pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrida em maio de 2000. Dos sete jurados, quatro votaram pela absolvição, dois pela condenação e um se absteve. Enquanto os advogados de defesa comemoraram, o promotor Henry Wagner Vasconcelos afirmou que vai recorrer da sentença.

O júri começou nesta quarta-feira com cerca de 40 minutos de atraso. Vasconcelos falou sobre a trajetória de crimes que teriam o envolvimento do ex-policial e leu o depoimento da irmã da vítima, que testemunhou o assassinato. Ele mostrou aos jurados a reconstituição do crime e o retrato falado do autor.

Porém, os advogados de defesa conseguiram convencer o júri. Eles insistiram na tese de que Bola, como ex-policial, tem conhecimentos suficientes para saber que uma arma com este calibre tem pouca precisão e escolheria uma arma 40 ou 380. Isso porque, no dia do crime, a vítima estava dentro de uma Kombi quando foi abordada pelo suspeito. O homem chegou a cerca de um metro do veículo e disparou três vezes. Um tiro acertou o vidro do carro dois atingiram o carcereiro, que chegou a perseguir o bandido.

Para a defesa, se ele foi contratado para matar, atiraria na cabeça, e com possibilidade mínima de errar o alvo, dada a sua habilidade. Os defensores também afirmaram que o retrato falado feito por uma testemunhas do crime, de que o suspeito era magro, moreno e de 1,80, não batia com as características de Marcos Aparecido.

Após os debates entre defesa e acusação, o júri se reuniu para dar a sentença. Às 17h, Bola foi chamado de volta. O ex-policial chorou muito e rezava enquanto ouvia as falas da juíza. Quando ouviu que estava livre das acusações, Marcos Aparecido comemorou junto com os advogados, que se abraçaram.

A família de Bola também ficou aliviada com a decisão. “Sempre acreditei na inocência do meu pai porque conheço a índole dele”, disse Mídian Kely dos Santos. “Sinto só felicidade neste momento”, comemorou Diego, filho do ex-policial.

Os advogados de defesa afirmaram que desde o início estavam confiantes do absolvição. “A promotoria não tinha provas suficientes contra o réu. A promotoria estava acusando sem prova.  Usaram mais o caso da Eliza para tentar condenar o réu do que o caso Rogério”, afirmou Ércio Quaresma.

O promotor Henry Vasconcelos pretende recorrer da decisão. “Devo recorrer nos próximos cinco dias tenho convicção das provas. Não sei porque perdi o caso, pois isso está no inconsciente dos jurados. No meu conhecimento tenho a convicção das provas e acredito que a decisão dos jurados foi contrária as provas dos autos no que diz respeito a autoria do crime”, explicou.

Entenda o caso

Bola era acusado da morte de Rogério Martins Novelo, em maio de 2000, no Bairro São Joaquim. Bola foi reconhecido pela irmã da vítima, que testemunhou o crime, depois que a imagem dele foi veiculada em diversas emissoras de TV e em jornais pelo suposto envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno.

Segundo denúncia do Ministério Público (MP), Bola teria atirado contra a vítima, que estava dentro de um veículo em frente ao estabelecimento comercial onde trabalhava. Para o MP, o crime teria sido encomendado, já que os envolvidos não se conheciam. Dados do processo revelam que o réu teria espreitado o local de trabalho de Rogério, na tentativa de identificá-lo.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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carlos
carlos - 12 de Novembro às 21:25
José Dirceu foi condenado que bom. O STF ta criando coragem.
 
carlos
carlos - 12 de Novembro às 21:23
Se a acusação não conseguiu provar a culpa do réu e convencer os jurados é claro que ficou a dúvida. Porém, a lei e a doutrina diz que na dúvida, julgue a favor do réu. ou seja " indubio pro reo". É melhor absolver um culpado do que condenar um inocente. O leigo geralmente julga pelo que houve.
 
Alan
Alan - 08 de Novembro às 15:35
Bola foi absolvido pela fragilidade das provas. Pelo que entendi, não havia tstemunhas na cena do crime e nenhum indício ligava Bola ao crime. talvez ele seja o assassino, mas foi profissional e não deixou vestígios. O recurso do MP deverá trazer outras provas e definir o caso.
 
carlos
carlos - 08 de Novembro às 10:21
O jurado ele nunca se abstém, como informado na reportagem, o que ocorreu foi que após a maioria absolver ou condenar, os demais votos não são divulgados para preservar o conselho de jurados, informem-se melhor.
 
Jorge
Jorge - 07 de Novembro às 23:35
Quem absolveu deve considerar o cara um santinho, um homem que deve ser endeusado por toda a bondade que fez. Ô homem bom esse Bola. Levem ele pra casa. Desse eu quero é distância.
 
Anivaldo
Anivaldo - 07 de Novembro às 22:16
Condenaram o sujeito antes da hora. A imprensa de Minas está igual ao Ruibran da meteorologia....."Erram muito"""!
 
Frederico
Frederico - 07 de Novembro às 21:56
Se ele é inocente mesmo, esse Edson Moreira é um bandido sem credibilidade, e agora vereador
 
Campos
Campos - 07 de Novembro às 21:21
Mto estranho mesmo a descrição da testemunha nao bater com a dele. Se ele matou ou nao, nao saberemos nunca, mas justiça se baseia em fatos e nesse caso, ta bem distorcido.
 
jus
jus - 07 de Novembro às 20:38
Esse promotor é péssimo! É o pior representante do MP que eu já vi atuar. Até um drogado vence a argumentação dele!
 
sebastião
sebastião - 07 de Novembro às 19:53
Não merece comentario. A sacola estava cheia com a mesma m....
 
Reinaldo
Reinaldo - 07 de Novembro às 18:54
Saibamos, antes de sair conversando fiado, que quem absolveu o cara foram nós mesmos, através dos "jurados". A Justiça não tem nada com isso.
 
Hudson
Hudson - 07 de Novembro às 18:46
Com a história que cerca o caso Bruno e o Bola, Você que me lê teria coragem de condená-lo? Não se sabe quem dos Jurados condenou mas imagina se tivesse sido por unanimidade? Aí era sinal que todos os jurados tinham condenado. Alguém aí teria coragem de colocar sua vida em jogo e mandá-lo pra cadeia?
 
Gustavo
Gustavo - 07 de Novembro às 18:05
As pessoas deveriam se informar antes de comentar. No caso, quem julga é a sociedade. Sete jurados!
 
Damiao
Damiao - 07 de Novembro às 17:41
É isso aí ...... Como a gente achou que ia ser, a vida tão simples é boa, quase nada ... E o palhaço quem é? voce? a justiça? nós? kakakakaka. Brasil, mostra tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim, Poca vergonha deslavada. treinava o esquadrão especial da PMMG né mesmo? È ..., sei ....
 
carlos
carlos - 07 de Novembro às 17:36
Uma derrota pra imprensa, que já colocava o mesmo como condenado.
 
Geraldo
Geraldo - 07 de Novembro às 17:36
Nenhuma surpresa. Como sempre a justiça fazendo o seu papel. Absolvendo matadores e deixando o violencia tomar conta das ruas. Este é o nosso brasil isso mesmo com letras minusculas.