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Bola será julgado por assassinato cometido em 2000 nesta quarta-feira

Ele é acusado de matar Roberto Novelo. O crime teria sido encomendado, já que vítima e autor não se conheciam

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postado em 22/10/2012 18:30 / atualizado em 22/10/2012 18:52

O ex-policial Marcos Aparecido do Santos, conhecido como Bola, será levado a júri popular nesta quarta-feira, a partir das 9h, no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na Grande BH. Ele é acusado da morte de Roberto Novel., em maio de 2000, no bairro São Joaquim. Bola foi reconhecido pela irmã da vítima, que testemunhou o crime, depois que a imagem dele foi veiculada em diversas emissoras de TV e em jornais pelo suposto envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-mante do goleiro Bruno.

Segundo denúncia do Ministério Público (MP), Bola teria atirado contra a vítima, que estava dentro de um veículo em frente ao estabelecimento comercial onde trabalhava. Para o MP, o crime teria sido encomendado, já que os envolvidos não se conheciam. Dados do processo revelam que o réu teria espreitado o local de trabalho de Roberto, na tentativa de identificá-lo.

A sessão de julgamento será conduzida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, da Vara do Tribunal do Júri, a mesma magistrada que julgará, a partir de 19 de novembro, cinco dos sete réus do Caso Bruno, entre eles o próprio Bola. Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e cinco de defesa. Após a oitiva das testemunhas, será feito o interrogatório do acusado, e, em seguida, começam os debates orais entre defesa e acusação.

Relembre o Caso Bruno

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.
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