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Bola só vai ser ouvido pela Justiça sobre assassinato no Bairro Juliana em 2013

Neste terça-feira, cinco testemunhas foram ouvidas no Fórum Lafayette, em BH. Um anova audiência está marcada para fevereiro do ano que vem

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postado em 25/09/2012 18:50

João Henrique do Vale

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, participou de uma audiência de instrução na tarde desta terça-feira no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, sobre o caso da morte de Devanir Claudiano Alves, assassinado em 2009 no Bairro Juliana, Região Norte da Capital. O comerciante Antônio Osvaldo Bicalho, que seria o mandante do crime, não compareceu à audiência. Hoje, cinco testemunhas de acusação foram ouvidas.

O advogado do ex-policial civil, Ércio Quaresma, afirmou que seu cliente é inocente. “A descrição que está no boletim de ocorrência não bate com as características do Bola. O autor do homicídio é descrito como um homem alto, branco e de cabelo raspado”, explica.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), outras nove testemunhas, entre acusação e defesa, ainda serão ouvidas. Entre elas está o delegados Edson Moreira e Fernando da Silva Miranda. A expectativa também que os réus prestem depoimento. Uma nova audiência para as oitivas foi marcada pelo juiz sumariante do 1º Tribunal do Júri, Guilherme Queiroz Lacerda, para 21 de fevereiro de 2013.

O crime

Segundo as investigações da Polícia Civil, o assassinato aconteceu na noite do dia 27 de julho de 2009, no Bairro Juliana, na Região Norte de Belo Horizonte. O crime foi na rua 2, próximo à casa da vítima, que estava acompanhada de sua filha. O comerciante Osvaldo Bicalho, que a exemplo de Bola é criador de cães de raça, teria descoberto que Devanir mantinha relações amorosas com sua mulher. Bicalho, então, teria combinado com o ex-policial a morte do rival, fazendo pagamento em armas e cães.

Ainda de acordo com as acusações, por ocasião do homicídio, a filha da vítima e uma testemunha, cujo nome não foi revelado, deram uma descrição do assassino semelhante às características físicas de Marcos Aparecido. Os dois contaram que Devanir Alves caminhava próximo à casa dele quando Marcos, que já via sido visto na cena do crime várias vezes, o chamou pelo nome. Ao olhar para trás e responder ao chamado, Devanir foi morto sem chance de defesa, com três tiros na cabeça.

Entre as provas técnicas, foi constatado que logo após a execução, Bola ligou para Antônio Bicalho. Com a prisão de Marcos Aparecido durante as investigações sobre o suposto desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, a filha de Devanir e a testemunhas reconheceram as imagens dele na televisão como sendo as do assassino. Posteriormente foi feito o reconhecimento oficial.
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