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Testemunha do Caso Bruno diz que recebeu dinheiro e foi ameaçado por policial para fugir de prisão

O detento Jaílson Alves de Oliveira, que denunciou o suposto plano de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de matar integrantes do caso, foi ouvido nesta terça-feira

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postado em 25/09/2012 16:26 / atualizado em 25/09/2012 19:22

João Henrique do Vale

TV Alterosa/Reprodução
 

O detento Jaílson Alves de Oliveira, considerado uma importante testemunha do Caso Bruno, prestou depoimento na tarde desta terça-feira na Vara de Execuções de Contagem, na Grande BH, sobre sua fuga da cadeia em julho deste ano. O homem afirmou que foi ameaçado por um policial e, com medo de retaliação, deixou o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) São Cristóvão. O juiz determinou que as cópias dos depoimentos sejam entregues a corregedoria da Polícia Civil, que deve investigar o caso.

Em abril do ano passado, Jailson procurou advogados para denunciar um suposto plano do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola – seu colega de cela -, para assassinar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, o delegado Edson Moreira, os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro. Segundo o detento, os assassinatos contariam com a participação de traficantes do Rio de Janeiro.

A polícia investigou o caso e fez uma acareação entre Bola e Jaílson em dezembro do ano passado, local onde teriam começado as ameaças contra ele. De acordo com o detento, no dia da oitiva, ele foi deixado em uma sala e foi ameaçado por um policial, que o homem acredita ter o nome de José. Nos relatos, Oliveira disse que o homem sentou diante dele e ficou encarando. Depois perguntou porque ele estaria jogando a culpa pelo sumiço de Eliza Samudio contra o Bola.

O policial teria dito também, segundo o depoimento, que o detento e toda a família dele teriam de morrer. Ao prestar depoimento na delegacia, o homem sentou atrás de Jaílson para tentar intimidá-lo. Seis meses depois, José teria voltado a fazer as ameaças enquanto Oliveira fazia um serviço de pintura no Departamento Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Jaílson foi obrigado pelo policial a descer da escada e recebeu novas ameaças. O homem mostrou uma foto da mulher do detento no celular e disse que ele teria apenas três opções – fugir, retratar o plano de Bola, ou morrer. Além disso, segundo o depoimento, José deu R$ 50 para Oliveira sair da cadeia.

Em 17 de julho deste ano, o detento fugiu do Ceresp às 9h. Ele afirmou que foi até o Hospital Odilon Behrens, pegou um táxi, até o Centro da capital, onde entrou em um metrô até a Estação São Gabriel e depois seguiu para casa de um amigo no Bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de BH. Na residência ele trocou de roupa e saiu em uma moto.

Ele foi recapturado cerca de 12 horas depois, após ser parado em um posto da da Polícia Rodoviária Federal (PRF), próximo a São João Evangelista. Jaílson tentou enganar os policiais apresentando dois nomes falsos.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Rodrigo
Rodrigo - 25 de Setembro às 19:52
Gente, o Brasil é governado por bandidos. Logo, bandido nunca vai se dar mal por aqui. Quem se ferra no Brasil é só quem trabalha sério.
 
Sergio
Sergio - 25 de Setembro às 18:03
Ta assim por causa do tal DIREITOS DUS MANUS" No dia em que alguém fizer algo para que bandidos paguem de fato pelos crimes, talvez nossos netos teram uma vida melhor!
 
Saulo
Saulo - 25 de Setembro às 17:05
Brasil...!! Meu Brasileiro....!! terra de samba e de pandeirooo..!!!! nao tem outro jeito mesmo..né? fazer o que?...