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Corregedoria considera solucionado caso da morte de primo do goleiro Bruno

Segundo a Polícia Civil, motivação do crime é passional e não há envolvimento de policiais civis ou militares.

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postado em 04/09/2012 12:54 / atualizado em 04/09/2012 13:09

Cristiane Silva , Guilherme Paranaiba

A Corregedoria da Polícia Civil considera solucionado o caso do assassinato de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno. A informação foi dada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil (PC) no início da tarde desta terça-feira. Conforme a PC, o inquérito ainda não foi concluído, mas a motivação do crime é passional, porém, ninguém está preso. A Corregedoria também informou que não há envolvimento de policiais civis ou militares no assassinato.

A polícia não informou se alguma testemunha será ouvida ainda nesta terça ou se haverá uma coletiva de imprensa. Mais cedo, havia uma grande movimentação da imprensa na porta do prédio, na Rua Rio de Janeiro. Pela manhã, a Polícia Civil havia informado que não se pronunciaria sobre o caso. O homem que foi ouvido na noite de segunda-feira ainda não foi identificado.

As apurações começaram no Departamento de Investigações de Homicídio e Proteção à Pessoa (DIHPP), mas foram transferidas por conta de um pedido do Ministério Público. A Promotoria de Direitos Humanos achou melhor porque Sérgio teria relatado ameaças e agressões de delegados e investigadores do DIHPP para que envolvesse Bruno no desaparecimento e morte de Eliza Samúdio.

Entenda o caso

Em liberdade há 378 dias, Sérgio, 24 anos, conhecido como Camelo, foi assassinado pela manhã, a poucos metros de casa, no Bairro Minaslândia, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, quando saía para o primeiro dia de trabalho em um serviço de pintura. Testemunhas viram um homem em uma moto vermelha, de capacete rosa, perseguindo o rapaz pelas ruas, com um revólver 38 na mão. Baleado nas costas, Sérgio ainda conseguiu correr por três quarteirões, gritou por socorro e tentou se refugiar no quintal da casa de amigos. Encurralado, foi atingido outras vezes: braço, peito, barriga, mão e rosto. Morreu na hora.

Durante as investigações, a polícia descartou a hipótese de que Sérgio teria se envolvido em uma briga durante uma partida de futebol, o que teria motivado uma vingança. A polícia também vai investigar se um grupo preso com drogas e armas na tarde desta sexta-feira no Bairro Minaslândia tem participação na morte de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes. A suspeita foi levantada por uma denúncia anônima recebida pela Polícia Militar logo após as prisões.

Outras linhas de investigação seguidas pela polícia são a de queima de arquivo devido ao processo do desaparecimento e morte da ex-amante do goleiro Eliza Samudio, a que Sérgio respondia na Justiça com outros sete acusados e envolvimento com o tráfico de drogas. A polícia já teria recebido 20 versões diferentes a respeito do assassinato.
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jus
jus - 04 de Setembro às 13:42
hahahahaha...só tenho que rir...apesar do Renato Patrício ser um homem honesto e honrado, duvido que alguém vai ser preso. Polícia Civil, em matéria de corrupção, só perde pra PM. Revolução já!
 
fernando
fernando - 04 de Setembro às 13:37
P Civil não serve p nada. 95% dos crimes ficam impunes.