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Transferência das investigações sobre a morte do primo de Bruno foi a pedido do MP

O órgão se posicionou na última sexta-feira pedindo a transferência, pois um inquérito foi aberto em junho de 2010 para apurar uma suposta agressão cometida por investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

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postado em 27/08/2012 17:25 / atualizado em 27/08/2012 18:46

João Henrique do Vale , Paula Sarapu

O caso do assassinato de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes, foi transferido para a Corregedoria Geral da Polícia Civil a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão se posicionou na última sexta-feira, pedindo a transferência, pois há um inquérito aberto desde junho de 2010 para apurar uma suposta agressão cometida por investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O corregedor geral da Polícia Civil, Renato Patrício Teixeira, afirmou que a investigação sobre a violência física sofrida por Sérgio ainda não foi concluída e nada ainda foi provado. Teixeira também informou que não há nenhuma denúncia de um policial civil que teria envolvimento no crime.

As hipóteses sobre a morte do primo do goleiro Bruno serão mantidas. De acordo com Teixeira, nada será descartado. A corregedoria vai manter todas as investigações iniciadas antes da transferência. Também afirmou que vai conversar com os investigadores que estavam responsáveis pelo caso para tentar mais informações.

Sérgio, 24 anos, conhecido como Camelo, foi assassinado na quarta-feira pela manhã a poucos metros de casa, no Bairro Minaslândia, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte . Quando saía para o primeiro dia de trabalho em um serviço de pintura foi seguido por um homem em uma moto vermelha e de capacete rosa. O primo do goleiro Bruno tentou fugir, mas foi baleado nas costas. Ele ainda conseguiu correr por três quarteirões, gritou por socorro e tentou se refugiar no quintal da casa de amigos. Encurralado, foi atingido outras vezes: braço, peito, barriga, mão e rosto. Morreu na hora.

Durante as investigações, a polícia descartou a hipótese de que Sérgio teria se envolvido em uma briga durante uma partida de futebol, o que teria motivado uma vingança. A polícia também vai investigar se um grupo preso com drogas e armas, na tarde de sexta-feira, no mesmo bairro onde aconteceu o crime, tem participação no assassinato. A suspeita foi levantada por uma denúncia anônima recebida pela Polícia Militar logo após as prisões.

Outras linhas de investigação seguidas pela polícia são a de queima de arquivo devido ao processo do desaparecimento e morte da ex-amante do goleiro Eliza Samudio, a que Sérgio respondia na Justiça com outros sete acusados e envolvimento com o tráfico de drogas. A polícia já teria recebido 20 versões diferentes a respeito do assassinato.

Carta aos pais

Uma carta escrita por Sérgio em 2011 e divulgada em um programa de televisão neste domingo reforçou a versão apresentada por ele durante as investigações sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Na ocasião, o jovem afirma que Bruno teria envolvimento no caso. No documento, endereçado aos pais, o primo do goleiro diz que seus depoimentos eram verdadeiros. “Só falei a verdade. O doutor (advogado) não me mandou falar isso ou aquilo. Eu não confio em outros advogados”.

Sérgio também disse que teria sido coagido por advogados - que trabalhavam no processo na época – a mudar sua versão do crime. “Esses outros advogados estão vindo aqui talvez mandado (sic) por outros advogados para muda (sic) a minha cabeça no meu depoimento”, diz o texto.
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