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Polícia descarta hipótese de que Sérgio teria se envolvido em briga em partida da futebol

Investigadores estiveram no Bairro Minaslândia, Região Norte de Belo Horizonte, para apurar a informação, mas a hipótese se comprovou falsa

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postado em 24/08/2012 11:05

Cristiane Silva

O delegado Frederico Abelha, responsável pelo inquérito que investiga a execução de Sérgio Rosa Sales, descartou a hipótese de que o primo do goleiro Bruno tenha se envolvido em uma briga durante uma partida de futebol, o que supostamente poderia ter motivado uma vingança. A informação é da Polícia Civil.

Na tarde de quinta-feira, depois do enterro do rapaz, uma equipe de investigadores foi enviada ao Bairro Minaslândia para apurar a informação de que ele teria se envolvido recentemente em uma confusão durante uma partida de futebol, onde teria agredido uma pessoa com um tapa no rosto. No entanto, conforme o delegado informou à polícia, a hipótese se comprovou falsa. Durante o velório, o pai da vítima, Carlos Alberto Sales, já havia desmentido o caso. Frederico Abelha também negou que tenha ouvido uma testemunha que teria passado características físicas do autor dos seis disparos que mataram Sérgio na quarta-feira.

Existem outras duas linhas de investigação seguidas pela polícia: queima de arquivo devido ao processo do desaparecimento e morte da ex-amante do goleiro Eliza Samudio, a que Sérgio respondia na Justiça com outros sete acusados e envolvimento com o tráfico de drogas. A polícia já teria recebido 20 versões diferentes a respeito do assassinato.

Entenda o caso

Em liberdade há 378 dias, Sérgio, 24 anos, conhecido como Camelo, foi assassinado pela manhã, a poucos metros de casa, no Bairro Minaslândia, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, quando saía para o primeiro dia de trabalho em um serviço de pintura. Testemunhas viram um homem em uma moto vermelha, de capacete rosa, perseguindo o rapaz pelas ruas, com um revólver 38 na mão. Baleado nas costas, Sérgio ainda conseguiu correr por três quarteirões, gritou por socorro e tentou se refugiar no quintal da casa de amigos. Encurralado, foi atingido outras vezes: braço, peito, barriga, mão e rosto. Morreu na hora.

Eliza Samudio

Sérgio Rosa Sales respondia por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio, juntamente com o primo Bruno e Macarrão, que seguem presos. Sérgio ficou preso na Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte, por mais de um ano. Ele foi solto em 11 de agosto de 2011, por ter contribuído com as investigações.

Um dos primos de Sérgio diz que ele era tranquilo e estava trabalhando como pintor. Diariamente, pela manhã, ele costumava ir a uma padaria e seguia para o trabalho. Ainda conforme o parente, ele se apresentava mensalmente no Fórum para as audiências. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que, como estava em liberdade provisória, aguardando julgamento, Sérgio devia se apresentar todos os meses e estava em dia com as visitas.
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