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Defesa pede que testemunha do Caso Bruno seja incluída em programa de proteção

Advogado de Jaílson Alves de Oliveira também deve pedir habeas corpus do detento.

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postado em 21/07/2012 19:05

Cristiane Silva

A defesa do detento Jaílson Alves de Oliveira encaminhou à Justiça de Minas um pedido para que ele seja incluído no programa de proteção a testemunha e que vá para o regime semiaberto. De acordo com o advogado de Oliveira, Ângelo Carbone, a documentação foi encaminhada à Vara de Execuções Criminais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na sexta-feira e a expectativa é de que o pedido seja analisado já na segunda-feira, dia 23.

Jaílson estava detido no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) São Cristóvão e fugiu na manhã da terça-feira enquanto prestava um serviço de pintura no Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), vizinho ao local. Ele foi recapturado na noite do mesmo dia em Guanhães, no Vale do Rio Doce e levado para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, onde já esteve preso.

Jaílson é considerado uma importante testemunha do Caso Bruno. Em 2011 denunciou, ele denunciou um suposto plano de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de matar algumas autoridades ligadas às investigadores do desaparecimento e morte de Eliza Samudio. O defensor do detento quer que ele preste esclarecimentos a respeito da fuga perante um juiz. Segundo ele, Jaílson e a família vêm sofrendo ameaças. “Quero que ele conte o que aconteceu e quero que ele seja colocado no serviço de garantia a testemunhas. Ele está sendo pressionado e coagido.

Se ficar no complexo (penitenciário) ele vai morrer”, afirma Carbone. Na ocasião da fuga, o advogado chegou temer que Jaílson tivesse sido vítima de queima de arquivo. O defensor também pede que o detento receba acompanhamento psicológico e também pretende entrar com um pedido de habeas corpus para ele também na segunda-feira.

Entenda o caso

Em abril do ano passado, Jailson procurou advogados para denunciar um suposto plano do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola – seu colega de cela -, para assassinar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, o delegado Edson Moreira, os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro. Segundo o detento, os assassinatos contariam com a participação de traficantes do Rio de Janeiro.

O traficante apontado pela polícia é Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem”, de 35 anos, preso em novembro de 2011 quando fugia da Favela da Rocinha, onde comandava o tráfico de drogas. Na época, o companheiro de cela de Bola contou que o ex-policial confessou ter assassinado Eliza Samudio, mas que a polícia jamais encontrará o cadáver, pois o corpo foi totalmente carbonizado e desintegrado, sendo que as cinzas teriam sido jogadas em uma das lagoas onde a polícia chegou a procurar o corpo. Várias pessoas relacionadas ao caso prestaram depoimento e houve uma acareação entre Jaílson e o ex-policial civil, que negou as denúncias. Jaílson cumpria pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, mas foi transferido para o Ceresp depois das denúncias que fez.