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Testemunha do Caso Bruno que fugiu de Ceresp é recapturada em Guanhães

Jaílson Alves de Oliveira, que denunciou suposto plano para assassinar juíza, delegado e advogados ligados ao caso, fugiu na manhã de terça-feira, segundo a Seds.

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Foi recapturado o detento Jaílson Alves de Oliveira, uma importante testemunha do Caso Bruno. De acordo com a secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), ele fugiu do Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) São Cristóvão por volta das 10h30 de terça. Foi instaurado um procedimento interno para apurar as circunstâncias da fuga.

De acordo com a Polícia Civil (PC) de Guanhães, Jaílson foi preso às 20h30 de terça após ser parado em um posto da da Polícia Rodoviária Federal (PRF) próximo a São João Evangelista. Ele estava em uma moto Yamanha, sem habilitação ou qualquer outro documento. Jaílson tentou enganar os policiais apresentando dois nomes falsos. Primeiro, ele afirmou se chamar Marcos Aurélio dos Santos e depois Jesaia Alves de Oliveira, no entanto, nenhum desses nomes existe e, por fim, Jaílson acabou confessando sua identidade e assumindo que havia fugido do Ceresp São Cristóvão.

Ele está preso na cadeia pública de Guanhães, onde a moto também está apreendida. De acordo com a Superintendencia de Administração Penitenciária (Suapi), uma equipe vai, ainda nesta quarta, buscá-lo. Ele vai ser levado para a Penitenciaria Nelson Hungria, em Contagem.

O advogado Ângelo Carbone, defensor de Jaílson, chegou temer que ele tivesse sido vítima de queima de arquivo. “Acho estranha essa fuga se ele estava em regime fechado. É tudo mais estranho. Vamos ouvi-lo para ver o que ele tem a dizer agora”, disse. Na noite passada, policiais civis estiveram na casa da companheira de Jailson, que teria dito não saber de nada sobre a fuga. No entanto, a moto com a qual ele foi preso pertence a ela.

Entenda o caso

Em abril do ano passado, Jailson procurou advogados para denunciar um suposto plano do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola – seu colega de cela -, para assassinar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, o delegado Edson Moreira, os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro. Segundo o detento, os assassinatos contariam com a participação de traficantes do Rio de Janeiro.

O traficante apontado pela polícia é Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem”, de 35 anos, preso em novembro de 2011 quando fugia da Favela da Rocinha, onde comandava o tráfico de drogas. Na época, o companheiro de cela de Bola contou que o ex-policial confessou ter assassinado Eliza Samudio, mas que a polícia jamais encontrará o cadáver, pois o corpo foi totalmente carbonizado e desintegrado, sendo que as cinzas teriam sido jogadas em uma das lagoas onde a polícia chegou a procurar o corpo. Várias pessoas relacionadas ao caso prestaram depoimento e houve uma acareação entre Jaílson e o ex-policial civil, que negou as denúncias. Jaílson cumpria pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, mas foi transferido para o Ceresp depois das denúncias que fez.