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Carta escrita por Bruno foi entregue para outro detento antes de chegar a Macarrão

A informação foi confirmada pelo goleiro nesta segunda-feira em depoimento aos agentes da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem

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postado em 09/07/2012 19:25 / atualizado em 09/07/2012 19:30

João Henrique do Vale

A carta escrita pelo goleiro Bruno Fernandes foi entregue para outro detento antes de chegar às mãos do amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão. A declaração foi dada pelo jogador nesta segunda-feira em depoimento aos agentes da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o documento não consta nas correspondências enviadas e recebidas por presos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Nova Contagem, na Grande BH. A secretaria vai investigar como o bilhete saiu da unidade prisional. As informações serão enviadas ao Poder Judiciário para possíveis sanções.

No documento, publicado na última edição da Revista Veja, Bruno diz que conversou com os seus advogados que o orientaram a colocar em prática o plano B, que seria imputar a responsabilidade pela morte da modelo sobre Macarrão. O goleiro chega a pedir desculpas ao amigo. “Eu, sinceramente, não pediria isso pra você, mas hoje não temos que pensar em nós somente! Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças, então, meu irmão, peço que pense nisso e do fundo do meu coração me perdoe, eu sempre fui e sempre serei homem com você”, disse no documento.

Na manhã desta segunda-feira, os advogados do goleiro foram até a penitenciária para confirmar se realmente o atleta escreveu a carta. Bruno confirmou para seus defensores que foi ele mesmo que escreveu o bilhete.

O advogado Rui Pimenta diz que a missiva seria uma correspondência que tratava do rompimento de um relacionamento amoroso entre Bruno e Macarrão. O advogado chegou a se referir a um “relacionamento homossexual ativo e passivo” entre os dois amigos. Pimenta tenta usar a mensagem para livrar Bruno de acusações. “Essa reportagem (da Revista Veja) serve de página de inocência do Bruno”, afirma.

O ex-goleiro Bruno, o primo dele, Sérgio Rosa Sales e o amigo Macarrão, foram pronunciados por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, vai a júri popular pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

(Com informações de Luana Cruz)