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Advogado de Bruno leva revista à cadeia para saber se carta é verdadeira

Uma carta supostamente escrita pelo ex-goleiro ao amigo Macarrão surgiu como nova arma para tentar livrar Bruno de acusações no crime contra Eliza Samudio

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O advogado do ex-goleiro Bruno Fernandes está se dirigindo à Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira para mostrar ao cliente a última edição da revista Veja, que traz revelações sobre uma carta supostamente escrita pelo detento. Bruno está preso por envolvimento no desaparecimento e morte da ex-amante Eliza Samudio, crime que aconteceu em 2010. O defensor que saber se o ex-atleta realmente escreveu a correspondência.

O documento, supostamente escrito por Bruno ao amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, foi interceptado na cadeia. No documento, Bruno diz que conversou com os seus advogados que o orientaram a colocar em prática o plano B, que seria imputar a responsabilidade pela morte da modelo sobre Macarrão. O goleiro chega a pedir desculpas ao amigo. “Eu, sinceramente, não pediria isso pra você, mas hoje não temos que pensar em nós somente! Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças, então, meu irmão, peço que pense nisso e do fundo do meu coração me perdoe, eu sempre fui e sempre serei homem com você”, disse no documento.

Bruno e Macarrão eram colegas de cela na penitenciária mas foram separados, o que para a delegada Alessandra Wilke explicaria a existência dessa carta. O advogado Rui Pimenta diz que a missiva seria na verdade uma correspondência que tratava do rompimento de um relacionamento amoroso entre os dois. O advogado chegou a se referir a um “relacionamento homossexual ativo e passivo” entre os dois amigos.

No lado da acusação, o surgimento da carta não surpreendeu. O advogado José Arteiro Cavalcante Lima, assistente de acusação no Caso Bruno, vai pedir que a carta seja anexada ao inquérito que investiga o sumiço e assassinato da jovem. Para ele, o plano para livrar Bruno de acusações já estava tramado desde a época em que Bruno foi preso no Rio de Janeiro e foi transferido para Belo Horizonte.

O goleiro Bruno, o primo dele, Sérgio Rosa Sales e o amigo Macarrão, foram pronunciados por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, vai a júri popular pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

(Com informações de Flora Pinheiro/TV Alterosa)
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