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Advogado vai pedir que carta escrita por goleiro seja anexada ao inquérito do Caso Bruno

José Arteiro, assistente de acusação no caso, também quer uma investigação contra um policial civil aposentado que manteve contato com os acusados antes e depois da morte de Eliza

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postado em 08/07/2012 15:33 / atualizado em 08/07/2012 15:42

João Henrique do Vale

O advogado José Arteiro Cavalcante Lima, assistente de acusação no caso Bruno, vai pedir que a carta, supostamente assinada pelo goleiro em que o atleta pede ao amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, que assuma o crime contra a modelo Eliza Samudio, seja anexada ao inquérito que investiga o sumiço e assassinato da jovem.

No documento, publicado na última edição da revista Veja, Bruno diz que conversou com os seus advogados que o orientaram a colocar em prática o Plano B, que seria imputar a responsabilidade pela morte da modelo sobre Macarrão. O goleiro chega a pedir desculpas ao amigo. “Eu, sinceramente, não pediria isso pra você, mas hoje não temos que pensar em nós somente! Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças, então, meu irmão, peço que pense nisso e do fundo do meu coração me perdoe, eu sempre fui e sempre serei homem com você”, disse no documento.

Para o advogado José Arteiro, o plano já estava tramado desde a época em que Bruno foi preso no Rio de Janeiro e foi transferido para Belo Horizonte. “O que está acontecendo na verdade é que esse pessoal está querendo tripudiar a sociedade. Esse plano é o mesmo que o Bruno usou no avião, quando ele foi filmado falando que poderia ser o Macarrão o responsável pelo crime. Ali o jogador já tinha pensado nesse plano, porém os advogados da época atrapalharam tudo”, disse o defensor, que completou. “Macarrão é um puxa-saco de marca maior e é tão grato ao Bruno. Eles estão se aproveitando dele, porque ele é bobo”.

Juntamente com a carta, um novo personagem entrou no caso dois anos após o desaparecimento de Eliza. Trata-se do policial civil aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, que apresentou Bruno e Macarrão, ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como o assassino da modelo. Durante o inquérito, Zezé foi investigado, mas a polícia não encontrou provas contundentes que o ligassem ao caso.

Arteiro afirma que na fase de investigações ele já havia alertado o promotor Gustavo Fantini de Castro sobre o policial, quem o defensor chama de Zezé, porém foi ignorado. “O promotor não quis me ouvir. Tem provas suficientes no processo contra o Zezé e ele não foi pronunciado”, disse o defensor. Segundo Arteiro, Gustavo Fantini chegou a dizer para Sônia Fátima Moura, 44 anos, mãe da modelo, que pediu uma investigação secreta contra José Lauriano. “O promotor disse que a juíza tinha determinada as apurações mas até hoje não vi nada sobre isso. Vou trazer a dona Sônia para cobrar essas investigações”, afirmou.