SIGA O EM

Supremo recolhe o passaporte do goleiro Bruno

Advogado de defesa também entrega cartão internacional de vacina na esperança de conseguir liberdade para atleta

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 427160, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Cristina Horta/EM/D.A Press - 20/12/11', 'link': '', 'legenda': 'Bruno est\xe1 preso em Contagem desde 2010, acusado do sumi\xe7o e assassinato da modelo Eliza Samudio', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2012/04/21/290136/20120420234645271750e.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': None}]

postado em 21/04/2012 06:00 / atualizado em 21/04/2012 06:59

Cristina Horta/EM/D.A Press - 20/12/11

O passaporte, vencido em 5 de fevereiro, e o certificado de vacinação internacional do goleiro Bruno Fernandes foram recolhidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e anexados ao processo que julga pedido de habeas corpus para libertar o atleta. No início de abril, o advogado Rui Caldas Pimenta entregou os documentos ao ministro Ayres Brito, relator do processo na época, como forma de convencê-lo de que seu cliente pode ficar em liberdade até o julgamento e que não vai fugir se for solto. “Também consegui do presídio o atestado de bom comportamento do Bruno, dizendo que ele trabalha e não causa nenhum problema. O Supremo tem agora mais uma garantia, mesmo sendo o meu cliente primário e de bons antecedentes”, disse o advogado.

Na terça-feira, o ministro Ayres Britto, que anteontem assumiu a presidência do STF, atendeu o pedido de Pimenta e determinou o acautelamento dos documentos. Como o presidente não participa da turmas julgadoras, o processo será redistribuído para outro relator, que vai julgar o habeas corpus. Segundo o STF, não há previsão de julgamento, mas há prioridade para réus presos. Bruno está na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, acusado do desaparecimento e morte da ex-amante, Elisa Samudio, em junho de 2010.

Segundo Pimenta, o goleiro deixou o serviço de limpeza do pavilhão onde está recolhido para trabalhar agora numa fábrica de bolas dentro do presídio. “Ele é muito habilidoso e tem algumas prerrogativas. Para cada três dias trabalhados, ganha um dia a menos na pena. Se for condenado, esses dias serão descontados em sua sentença. Ele também recebe auxílio penitenciário e repassa o dinheiro para a família”, disse o advogado.

Ele adianta que pretende adiar o julgamento do atleta para depois da Copa do Mundo de 2014. “Bruno em liberdade vai ter chance de retornar ao futebol e ser convocado para a Seleção Brasileira, disputando os jogos do Mundial. Quero que a Justiça o julgue como campeão do mundo”, afirmou Rui Pimenta. Ele disse ter recebido autorização do goleiro para fazer em cartório escritura declaratória, com cópias para a ex-mulher Dayanne Rodrigues, mãe de suas duas filhas, e para Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza e que cuida do neto que seria filho do goleiro. “Bruno se compromete a depositar 10% de tudo que ganhar no futuro para os três filhos”, explicou.

Pronúncia

A defesa de Bruno também recorreu da sentença de pronúncia da juíza de Contagem, Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, em que manda o goleiro a julgamento, mas o Tribunal de Justiça de Minas não acatou o recurso. “Entramos, então, com um recurso extraordinário no próprio TJMG e um recurso especial será avaliado pelo Superior Tribunal de Justiça. Isso tudo para tentar tirar Bruno da sentença de pronúncia e ele não ir a julgamento, por falta de provas”, disse Rui Pimenta.

Dos oito acusados pela morte de Eliza, apenas Bruno, o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, ainda estão presos. Os demais respondem ao inquérito em liberdade. “Bruno foi traído pelo Macarrão. Meu cliente nunca quis ou desejou a morte de Eliza”, disse o advogado.

Na próxima semana, o TJMG julga recurso do Ministério Público pedindo que quatro réus, Dayane Rodrigues, Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza e Fernanda Gomes de Castro, também sejam julgados por homicídio qualificado. Eles foram pronunciados por sequestro e cárcere privado e o procurador de Justiça José Alberto Sartorio de Souza e o promotor Márcio Henrique Mendes da Silva querem uma pena maior, de 12 a 30 anos. Esse pedido já foi negado antes pelo TJMG e o MP entrou com novo embargo declaratório.

Um crime sem corpo

De acordo com o Ministério Público, “Elisa foi morta porque suplicava a Bruno, que reconhecesse a paternidade de seu bebê e pagasse os alimentos devidos. Bruno, insatisfeito com isso, resolveu engendrar o plano diabólico”. Ainda segundo a denúncia, Bruno se uniu aos outros acusados para planejar o homicídio. “Todos sabiam que Eliza seria morta e que seria dado um sumiço em seu corpo”, diz o promotor Gustavo Fantini de Castro, lembrando que Elisa foi mantida por seis dias em cativeiro, até ser morta em Vespasiano. “Marcos Aparecido Bola, contando com a ajuda de Macarrão, asfixiou Elisa até a morte. Pelas costas de Elisa, Bola passou seu braço pelo pescoço da vítima, em um golpe conhecido como gravata, e constrangiu-lhe o pescoço, esganando-a. Macarrão, para auxiliar no covarde extermínio de Eliza, ainda desferiu chutes nas pernas da vítima indefesa. Posteriormente, Bola esconde o corpo em local desconhecido até a presente data”, diz a denúncia do Ministério
Público estadual.

Tags:
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Marco
Marco - 21 de Abril às 12:26
Vejamos: uma das prioridades deste caso, era a justiça obrigar os réus a mostrarem onde foi deixado o corpo. Porque não se sabe onde ela foi deixada? É a primeira vez que vejo um caso assim. Serão condenados os culpados e a mãe, não saberá onde Eliza foi morta e deixada. É só no Brasil coisas assim.
 
fernando
fernando - 21 de Abril às 12:04
Nesse caso eu só sei de uma coisa...o maior b@ndido da história é o delegado desse caso...no dia que investigarem o patrimonio dele.....
 
geraldo
geraldo - 21 de Abril às 11:43
esse advogado tá fazendo de tudo para o bruno ir pra rua, depois defender algum time(pelo amor de Deus seleção brasileira não) se consagrar, conquistar a confiança do povão(o que não é dificil) e ser absolvido desse crime hediondo e que se dane a vítima e seu filho, assim é a justiça p/ quem tem din
 
Leandro
Leandro - 21 de Abril às 11:15
Agora pensem bem se essa mulher estiver viva longe de tudo e rindo de todos???
 
ailton
ailton - 21 de Abril às 10:58
Da raiva só de ver esse caso tantos assassinos confessos soltos por ai e tantos políticos que causa a morte de centenas de pessoas!!Mas esse caso que nada de concreto pode se provar contra o Bruno e ele continua preso.È se ele for relmante culpado e só a defesa falar que ele tem insanidade mental
 
João
João - 21 de Abril às 10:42
Esse advogadozinho picareta tá viajando na maionese. Achar que algum clube iria querer esse bandido e ainda poder ser convocado para seleção e só depois ser julgado e como campeão!!! Que mundo que esta besta está? Era só o que faltava! Ninguém merece.
 
Nilson
Nilson - 21 de Abril às 10:33
" Criado em 2003, com o valor base de R$ 560,81, o total do auxílio vem sendo reajustado desde então, e está hoje fixado nos R$ 862,60." Muitos trabalhadores ganham R$ 622,00, outros nem isto. A Justiça brasileira incentiva o crime.
 
rafael
rafael - 21 de Abril às 10:06
Matou que fique preso por mto tempo,que sirva de lição a todos que tem dinheiro e acham que ira ficar impune,que aprodeça na cadeia covarde.
 
José
José - 21 de Abril às 09:37
Já estão comprando as azeitonas, os quatro queijos, o toma e o aliche para a pizza do Bruno. Se esse assassino sair agora e justiça brasileira praticamente deixa de existir. Vamos aguardar.
 
jose
jose - 21 de Abril às 09:04
O advogado Pimenta não pode ser normal: Bruno disputar Copa?!?!? Brasil Campeão Mundial ?!?!? Bruno libertado ?!?!?! Clinica Pinel nele!!!!!!! O Bruno está onde deve ficar : C A D E I A ! Lugar de assassino.
 
Sakana
Sakana - 21 de Abril às 08:41
Calma Dr. advogado. Lugar de bandido é na cadeia e não em campo de futebol. Copa do mundo é utopia para o Bruno...