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Macarrão também nega participação em planos para assassinar juíza do Caso Bruno

A polícia deverá fazer uma acareação entre o ex-policial civil Marcos Aparecido, o Bola, e o detento que denunciou o susposto plano dos assassinatos

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postado em 21/12/2011 17:26 / atualizado em 21/12/2011 18:14

João Henrique do Vale

Reprodução/TV Alterosa
Luiz Henrique Romão, o Macarrão, foi ouvido na tarde desta quarta-feira no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp). Como fez o seu amigo, o goleiro Bruno Fernandes, Macarrão também afirmou desconhecer o suposto plano do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de assassinar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, o delegado Edson Moreira, e os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro. “Ele negou veementemente. Ele alega que não tem conhecimento de nada a respeito do caso e que apenas quer que sua defesa seja bem feita para ele deixar a cadeia”, afirma o chefe do Deoesp, o delegado Islande Batista.

O plano do ex-policial foi revelado em abril deste ano, por um detento que dividia a cela com ele na Penitenciária Nelson Hungria. De acordo com o homem, os assassinatos contariam com a participação de traficantes do Rio de Janeiro. O traficante apontado pela polícia é Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem”, de 35 anos, preso em novembro deste ano quando fugia da Favela da Rocinha, onde comandava o tráfico de drogas.

Na terça-feira, o goleiro Bruno Fernandes foi ouvido e também disse não saber nada sobre o plano de Bola. O ex-policial civil deve ser ouvido nesta quinta-feira, às 14h30, também no Deoesp. “Estamos estudando a possibilidade de fazer uma acareação entre o Bola e o detento que revelou os planos dele. Após a acareação, vamos ter que mandar uma precatória ao Rio, para que um policial intime o Nem para depor”, afirma Islande Batista.

Relembre o Caso Bruno

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.