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Detento que denunciou plano de Bola de matar juíza quer fazer novas revelações

O advogado dele já fez um pedido à Justiça para que ele seja ouvido por um juiz

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postado em 09/12/2011 19:52 / atualizado em 09/12/2011 20:34

João Henrique do Vale

O detento Jaílson Alves de Oliveira que denunciou os planos do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de matar delegados, advogados e a juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, quer dar mais declarações sobre o acusado. Bola está preso no Presídio Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Grande BH, sob a acusação de ter assassinado e ocultado o cadáver de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno.

O advogado de Jaílton, Ângelo Carbone, veio para Belo Horizonte com a intenção de levar seu cliente para ser ouvido por um juiz. “Já protocolei um pedido na última segunda-feira para ele ser ouvido, mas não sabia que tinha esse feriado no meio da semana”, afirma o defensor. De acordo com Carbone, o detento está sendo ameaçado por outras pessoas que querem a mudança do depoimento dele. “Alguns advogados estão pressionando meu cliente para que ele mude a versão do caso. Já fiz a comunicação com a Juíza, mas ela está de licença”, explica.

A mulher de Jaílton, também está temerosa com a situação e também disse que recebeu ameaças. Segundo Zélia Rezende, de 59 anos, a visita de advogados ao detento é constante. “Eles vão lá para tentar pegar o caso”, conta.

Em abril deste ano, o detento, que dividia a cela com Marcos Aparecido na Penitenciária Nelson Hungria, contou os planos do ex-policial de fazer uma série de assassinatos. Segundo Jaílson, o primeiro nome da lista seria o da juíza Marixa Fabiane, que preside o processo do sequestro, morte e ocultação do corpo de Eliza Samudio. Em seguida, vem o delegado Edson Moreira, que comandou as investigações do caso e foi o responsável pela prisão de Bola, Bruno, Macarrão e outros acusados. Além de José Arteiro, que atua como assistente de acusação do caso.