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Clima hostil entre defensor e família de Bruno impera em audiência

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postado em 08/10/2010 07:40

Thobias Almeida

Durante cerca sete horas, a segunda audiência de instrução do processo sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, que tem como principal envolvido o goleiro Bruno Fernandes de Souza, movimentou o Fórum de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Das 13h40 às 20h de quinta-feira foram ouvidas 13 testemunhas de defesa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o assassino da jovem. Novamente, o jogador passou mal e chegou a vomitar na sala de audiência. Bola e a ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, também precisaram de atendimento médico. Nos bastidores, imperou o clima hostil entre Ércio Quaresma, advogado de Bruno, e a família do atleta, envolvendo também outras partes que atuam do caso.

Quinta-feira, Quaresma expôs a situação financeira do jogador, suposto motivo para os desentendimentos. “Bruno ganhou R$ 7 milhões em cinco anos, mas, quando assumi o caso, tinha apenas R$ 90 mil guardados. Chegou a gastar R$ 100 mil em uma única loja de roupas, em um dia de compras”, afirmou Quaresma, responsável por administrar os bens do réu. Estela Santana, de 80 anos, avó do goleiro, revelou que Bruno a ajudava financeiramente, mas, atualmente, vive apenas com a pensão de pouco mais de R$ 1 mil.

Estela Santana, que compareceu com duas filhas e uma amiga da família ao fórum, dirigiu-se discretamente a Bruno, em plena audiência, e alertou o neto para que trocasse de advogado. Bruno respondeu que não faria isso e que confiava no atual defensor. Quinta, o escritório da advogada Marjorie Faria revelou que ela chegou a ser contratada pelo jogador, na terça-feira, mas que o acordo foi desfeito depois que Quaresma convenceu o cliente a mantê-lo no caso.

A atuação polêmica de Ércio Quaresma gera críticas também entre os outros advogados que atuam no processo. Dois deles avaliaram que a postura do defensor de Bruno prejudicará o goleiro. A relação entre o assistente de acusação, José Arteiro Cavalcante Lima, e Quaresma também produziu faíscas. “Eu quero que ele permaneça, vai ficar mais fácil”, declarou Lima.