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Defesa de Bruno usa apelidos para debochar de delegados

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postado em 21/08/2010 08:17 / atualizado em 21/08/2010 08:39

Daniel Antunes /Estado de Minas

Cristiano Quintino/Esp. EM. Brasil
A defesa prévia do goleiro Bruno Feranandes, feita pelo advogado Ércio Quaresma, que além de Eliza, arrolou como testemunhas o menor J. e os seis delegados ligados ao caso, pode render problemas ao defensor. No documento, divulgado no blog de Quaresma, e supostamente remetido à juíza Marixa Fabiane Lopes, do 1º Tribunal do Júri do Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, junto ao nome de cada um dos delegados aparece um apelido.

Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações, é apelidado de "Neandertal". O delegado Júlio Wilke é chamado de "Galinho de briga", as delegadas Ana Maria Santos e Alessandra Wilke, respectivamente, de "Mega hair" e "Paquita". O delegado Wagner Pinto, de “Mudinho”. Júlio e Alessandra Wilke informaram que tomarão todas as “medidas cabíveis”.

"Infelizmente, saiu da esfera da investigação e partiu para um lado que não é muito profissional. A gente lamenta, mas não vai abalar o nosso trabalho", declarou Alessandra. Os demais delegados não se pronunciaram.

OAB

O presidente da Comissão de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Ronaldo Armond, disse que a entidade só vai se manifestar se provocada por um dos atingidos. Procedimento interno apontaria se houve infração e, neste caso, implicaria advertência ou até a exclusão, vetando o exercício profissional. “Em princípio, é uma infração ética contra terceiros, ofensa pessoal, mas temos que saber se essa peça colocada na internet foi realmente remetida para a Justiça", declarou Armond.