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Juíza de Contagem decreta prisão preventiva de envolvidos

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postado em 05/08/2010 11:58 / atualizado em 06/08/2010 15:11

Priscila Robini /

O promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público de Minas Gerais, revelou na manhã desta quinta-feira detalhes sobre a denúncia oferecida por ele contra os envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Segundo o promotor, no inquérito foram apresentadas provas de materialidade mais do que suficientes para denunciar os acusados. Ele ainda afirma que as prisões preventivas de todos os acusados já foram decretadas. Segundo o TJMG, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, aceitou a denúncia do MP e decretou as prisões dos suspeitos antes que o prazo da prisões temporárias expirarem.

Ele disse também que Bruno Fernandes de Souza, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales Camelo e Fernanda Souza foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro, cárcere privado e corrupção de menores. Se condenados, a pena para os acusados pode chegar a 42 anos de prisão.

Fantini explicou que os crimes de sequestro e cárcere privado têm como vítima o filho de Eliza Samudio. Segundo o promotor, embora Eliza também tenha sido vítima, o homicídio da jovem absorve os crimes de sequestro e cárcere privado cometidos contra ela e o bebê.

Quanto ao ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pela Polícia Militar como executor de Eliza, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A pena de Bola pode chegar a até 33 anos de prisão.

Fantini ainda afirmou que aceitou a ajuda de outros promotores para analisar o caso. Tendo em vista o volume e o curto prazo para os trabalhos, o promotor não hesitou em aceitar ajuda. Depois da denúncia o caso deve seguir os próximos passos legais. Os acusados receberão uma cópia da denúncia e os advogados poderão trabalhar nas defesas preliminares.