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Bruno e outros acusados do sumiço de Eliza recebem visitas em presídio

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postado em 01/08/2010 20:48 / atualizado em 01/08/2010 20:59

Alfredo Durães

Jair Amaral/EM/D.A Press. Brasil
 

Quase um mês depois da prisão, os envolvidos no desaparecimento e suposto assassinato da modelo Eliza Samúdio, de 25 anos, puderam neste domingo, pela primeira vez, receber visitas assistidas na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Todos os visitantes são acompanhados por agentes penitenciários, psicóloga e assistente social do presídio. O goleiro Bruno Fernandes de Souza, de 25 anos, recebeu, no início da tarde, a avó, Estela Santana, de 78 anos, mas um tio também estava cadastrado para visitá-lo.

É a segunda vez que Estela visita o neto, já que esteve no presídio em 27 de julho. A primeira visita só foi autorizada pelo subsecretário de administração prisional, Genilson Ribeiro Zeferino, por causa da idade avançada dela – 78 anos. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), somente os parentes cadastrados podem entrar no pavilhão de triagem da penitenciária, das 8 às 14h, estendendo-se as visitas até as 17h. A avó de Bruno chegou pouco depois das 13h30 e não falou com jornalistas.

Outro envolvido no caso, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola ou Paulista, recebeu a visita de dois filhos. Já Luis Henrique Romão, o Macarrão, foi visitado pelo avô, Luiz Ferreira Neto, 65 anos, pastor evangélico. Na saída, às 11h30, ele disse que o neto está muito emocionado, mas que lhe afirmou que está sendo bem tratado na prisão. “Minha mulher, Marli, não aguentou vir. Deixei-a fazendo almoço. Ela acha que não suporta a emoção. Quando saí, ela estava com lágrimas nos olhos, da mesma forma que estou agora. Lá dentro, durante a visita, meu neto me disse com convicção: ‘Vovô, não matei. Não devo nada’.” Luís Ferreira disse também que acredita no neto e que nesta segunda vai nascer a segunda filha do acusado, que se chamará Ana Clara. O avô de Macarrão contou que ficou sabendo que Bruno sofreu um desmaio no sábado, fato que não foi confirmado pela Seds.

Especial
Um esquema especial foi montado pela direção da Nelson Hungria para acompanhar as visitas dos parentes de Bruno e dos cinco outros envolvidos, com agentes penitenciários destacados para receber os visitantes e acompanhá-los durante o tempo que permanecessem na penitenciária. Além de Bruno, Macarrão e Bola, estão presos na Penintenciária Nelson Hungria, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da modelo, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Flávio Caetano de Araújo e Elenilson Vitor da Silva.

A visitação normal dos presos começa no próximo sábado, quando completa um mês que os acusados estão detidos. Até lá, somente pessoas cadastradas podem visitar os presos, das 8h às 17h. No máximo, duas pessoas podem permanecer na unidade. A escolha da visita deve ser um consenso entre os próprios familiares.