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Buscas pelo corpo vão continuar mesmo com fim do inquérito

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Divulgação
Depois de um trabalho de quase quarenta dias a Polícia Civil divulgou os detalhes do inquérito que o delegado Wagner Pinto chamou de “trama criminosa”. Segundo o delegado Edson Moreira, as buscas pelo corpo de Eliza Samudio vão continuar mesmo com o encerramento do inquérito e decretação de prisão dos acusados. Todos os envolvidos foram indiciados por ocultação de cadáver, entre outros crimes. Segundo o chefe do Departamento de Investigações, a modelo foi morta por asfixia pelo ex-policial Marcos Aparecido, o Bola, dentro da casa em Vespasiano, na Região Metropolitana de BH. O delegado ainda afirmou que mais investigações serão feitas para levantar provas adicionais.

Durante o mês de junho e julho a Polícia Civil, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, realizou buscas pelo corpo da modelo parananense. A procura por Eliza começou no sítio do goleiro Bruno, no Residencial Turmalina, em Esmeraldas. Depois de uma denúncia anônima, de que haveria um corpo no local, a equipe começou os trabalhos. Lá, peritos recolheram materiais com presença de sangue, fraldas, vestidos, passagens aéreas e outros elementos que comprovaram a estadia da moça no local.

Outro foco de buscas foi a Lagoa Suja, no Bairro Liberdade II, em Ribeirão das Neves. Um cão farejador foi usado para vasculhar a mata que circunda a represa. Dez bombeiros fizeram as buscas nas águas usando um barco para agitar a água e um bastão para procurar pistas no fundo da lagoa.

O terceiro local de buscas foi a casa de Bola, no Bairro Santa Clara, em Vespasiano, onde os policiais acreditavam estarem enterrados os restos mortais de Eliza. Deste local foram retirados 10 cães que, segundo o adolescente envolvido no crime, comeram partes do corpo da modelo.

O sítio alugado por Bola, em Esmeraldas, também foi alvo de buscas. No local também não foi encontrado o corpo da modelo. A polícia ainda apura as informações de que o terreno teria sido usado para treinamento de policiais do Grupo de Resposta Especial (GRE), em 2007.

''Escudo''

Edson Moreira afirmou ainda que ''querem fazer um escudo'' de Bruno. Para o chefe do Departamento de Investigações, o goleiro estaria sendo poupado porque era ele quem garantia a estabilidade financeira dos outros à sua volta.

Questionado se Bruno esteve na casa de Bola, em Vespasiano, onde Eliza teria sido assassinada, Edson Moreira disse que, de acordo com os depoimentos de outros envolvidos, o goleiro ficou esperando a execução da modelo no seu sítio, em Esmeraldas. ''Pelo menos todos tiram ele de lá. Estão querendo fazer um escudo do Bruno. Essa é a estratégia para que ele possa sair e garantir todos''.

A tese da polícia é de que Bruno foi o ''mentor intelectual do crime'', sendo constantemente informado sobre a situação de Eliza Samúdio até o momento da execução.