SIGA O EM

Polícia deve pedir prorrogação do inquérito

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 25/07/2010 19:32 / atualizado em 25/07/2010 20:57

Ernesto Braga

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), delegado Edson Moreira, se reuniu nesse domingo com as delegadas Alessandra Wilke e Ana Maria Santos, da Delegacia de Homicídios de Contagem, na Grande Belo Horizonte, para fazer ajustes no inquérito que apura o desaparecimento e possível assassinato da modelo Eliza Samudio, de 25 anos, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes de Souza, também de 25. A investigação completa um mês nesta segunda-feira, prazo que Polícia Civil tinha para concluir o inquérito, e os delegados deverão pedir que ele seja prorrogado. Mesmo assim, o inquérito tem de ser encaminhado à Justiça, como prevê o Código de Processo Penal. A afirmação é do advogado criminalista Ércio Quaresma Firpe, que defende Bruno e outras seis pessoas acusadas de envolvimento no crime.

Segundo o criminalista, o inquérito, que já tem mais de 1,3 mil páginas, terá de ser entregue à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, com o pedido de dilação de prazo. “A juíza abre vista ao Ministério Público, que tem cinco dias para dar seu parecer. No entanto, é a Justiça que define se haverá a prorrogação”, explicou Quaresma. Ele também defende a mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, braço direito do goleiro; e os amigos do jogador Flávio Caetano Araújo; Wemerson Marques, o Coxinha; e Elenilson Vitor da Silva (caseiro do sítio do atleta em Esmeraldas, na Grande BH). Todos tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada, cuja prorrogação também poderá ser solicitada por Edson Moreira.

Quaresma também é advogado da amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, última pessoa arrolada no inquérito. Ela esteve em Belo Horizonte no dia 22, quando prestou depoimento no DIHPP, no Bairro Lagoinha, Região Noroeste, e confirmou ter cuidado do filho de Eliza, de cinco meses, que a modelo dizia ser do goleiro. Porém, negou que conhecia a ex-namorada do jogador. Um dia depois, Edson Moreira afirmou que tinha provas suficientes para indiciá-la por envolvimento na possível morte de Eliza. Fernanda voltou para o Rio, mas desembarcou novamente na capital mineira, na noite de sábado. O criminalista nega que sua cliente tenha sido intimada a depor novamente. “Ela ficou muito nervosa, chorando bastante, quando soube que a polícia falou em indiciá-la. Por isso, pedi que viesse para BH, para ficar mais perto da sua defesa, e até para uma possível visita a Bruno na penitenciária”, disse.

Menor

De acordo com o advogado Marco Antônio Siqueira, que defende Sérgio Rosa Sales, o Camelo, primo de Bruno, que também está preso, a Justiça poderá dar o parecer sobre a prorrogação do inquérito ainda nesta segunda. Até terça, deverá sair a decisão sobre a acareação entre Sérgio e adolescente J., outro primo do goleiro, que está no Centro de Internação Provisória do Bairro Horto, na Região Leste da capital. O menor está sendo representado (denunciado) pelo promotor Leonardo Barreto Moreira Alves, da Vara da Infância e Juventude de Contagem, por sequestro, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado de Eliza.

O advogado de J., Eliézer Jônatas de Almeida, é contra a acareação, solicitada por Edson Moreira há cerca de 15 dias. “Seria um desgaste para o menor, que não precisa se sujeitar a isso. Se a solicitação for acatada, vou apresentar uma petição contra e, se preciso, entrar com pedido de habeas corpus”, afirmou. De acordo com o advogado, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) enviou fax ao Juizado da Infância e Juventude de Contagem se posicionando contrário à acareação. O Ministério Público deu parecer favorável. A decisão caberá ao juiz Elias Abdou Obeid.

Eliézer de Almeida passou os dois últimos dias debruçado sobre as alegações finais do procedimento (processo) do adolescente, para tentar descaracterizar a representação (denúncia) feita pelo promotor. O prazo para que ele apresente a defesa se encerra às 17h desta segunda-feira. O juiz terá até cinco dias para dar a sentença. O prazo, no entanto, poderá ser prorrogado, uma vez que o juiz tem 45 dias, contados a partir do depoimento do menor, no dia 13, para finalizar o processo. “Eu acredito que a sentença saia até a próxima sexta-feira”, disse o advogado de J..