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Bola é acusado de matar um homem em 2009

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postado em 21/07/2010 16:44 / atualizado em 21/07/2010 18:01

Daniel Antunes /Estado de Minas

Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press
 

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, é investigado por um homicídio ocorrido em 30 de dezembro de 2009, no município de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima do homicídio seria um homem identificado como Bruno Marinho Marques dos Reis, de 18 anos, conhecido por Bruninho. O jovem tem uma ficha extensa na polícia, com cinco homicídios, roubo e tráfico.

Segundo informações da Polícia Civil, Bruninho foi assassinado com três tiros nas costas. A vítima pertencia a uma gangue de Vespasiano, e na época em que o crime aconteceu, a polícia suspeitou que ele teria sido morto por um gangue rival. Na terça-feira, um pessoa ligou no disque denúncia da PC e disse que o executor do crime seria o Bola.

Como aconteceu o crime

No dia em que foi executado, Bruninho foi encaminhado até uma delegacia para prestar depoimento por ter cometido um furto. Ele foi liberado e quando saiu de lá, acompanhado do pai e do primo. Um homem com uma capa de chuva, em cima de uma moto, o abordou dizendo que era policial. Bruninho foi encostado na parede e atingido por três tiros disparados por um revólver calibre 38.

A Polícia Civil vai mostrar fotos do Bola para o pai e o primo de Bruninho, para ver se eles reconhecem o autor do crime. No mesmo inquérito, será investigado a relação de bola com a vítima, e/ou com as gangues da região. Além disso, a polícia vai colher depoimentos e fazer diligências.

Bola também estaria envolvido no desaparecimento de dois homens em maio de 2008. No dia 13 de julho, deste ano, o operador de máquinas e ex-pesidiário R.R.S, de 37 anos, ressaltou, em uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que Bola estaria envolvido no sumiço de Paulo César Ferreira, de 37, e Marildo Dias de Moura, de 30. Há denúncias de que eles tenham sido torturados, esquartejados e queimados por integrantes do Grupo de Respostas Especiais (GER), no sítio do ex-policial civil.