SIGA O EM

Delegado diz que carta é fraude

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/07/2010 09:42

Pedro Ferreira

Quem é Neném, o homem que, segundo testemunhas, teria matado Eliza Samudio, de 24 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes? Negro ou branco, alto ou baixo, magro ou forte? Para a polícia, a resposta é: “branco, baixo e forte”, características do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, de 47 anos, também conhecido como Paulista e Bola, e que está preso. Na quinta-feira, uma carta anônima enviada a uma emissora de TV de Belo Horizonte o descrevia como sendo alto, magro e negro, mas, para a Polícia Civil, essas informações não coincidem com o que já foi apurado e a carta é uma fraude.

Medo de ex-policial

“Mostramos a fotografia de Marcos Aparecido para o menor e ele o reconheceu como executor do crime. Indagamos por que ele disse antes que Bola é negro e ele respondeu que o medo que sente de Bola é tão grande que ele se confundiu”, declarou a chefe da Divisão de Homicídios de Contagem, delegada Ana Maria Santos.

A informação que consta na carta, e em todos os depoimentos colhidos, é de que Neném é um ex-policial civil e que manteria contatos constantes com ex-colegas da corporação. A carta era atribuída a uma faxineira que, supostamente, havia trabalhado no sítio do Bruno, em Esmeraldas, Grande BH, no período em que Eliza e seu filho de 4 meses foram mantidos reféns. No texto, Neném é identificado não como Marcos Aparecido, mas Emerson. “É uma carta apócrifa, sem valor de testemunho”, alega o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP).

No primeiro depoimento à polícia do Rio de Janeiro, o adolescente de 17 anos, primo de Bruno, recolhido no Centro de Internação Provisória do Bairro Horto, também descreve Neném como sendo alto, magro e negro. O menor contou ter visto Neném estrangular Eliza e depois alimentar cães com partes do corpo. Falando à polícia mineira, ele voltou atrás e descreveu Neném como sendo branco, baixo e forte. Outra dúvida sobre a veracidade é que o menor é identificado como Júnior, embora seu nome seja outro.

Na carta, a suposta empregada conta que um homem alto, negro e careca, que atendia pelo nome de Neném, chegou em um Siena preto, na noite em que Bruno tinha deixado o local. Neném teria perguntado a Eliza quanto ela queria para ficar calada e ela teria respondido: R$ 50 mil e um apartamento. O homem teria dito que “aquilo” não tinha nada a ver com o Bruno e quis saber quem teria contado a ela sobre a “ação” deles, não dizendo qual.