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Adolescente mentiu sobre o suspeito de executar Eliza, diz delegada

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Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, as delegadas Ana Maria Santos e Alessandra Wilke, e o chefe do Departamento de Investigação da Polícia Civil, Edson Moreira, deram mais detalhes sobre as investigações do sumiço e morte de Eliza Samudio. A Polícia Civil avança para a finalização do inquérito baseada nas versões das testemunhas, principalmente do adolescente primo de Bruno, que denunciou o crime. Segundo a polícia, ele mentiu sobre o executor de Eliza por medo. 

A delegada Ana Maria Santos esclareceu que o menor, desde que chegou a Belo Horizonte, no dia 13 de junho, foi interrogado com autorização do juiz da Vara de Infância e Juventude. Ele é ouvido sob procedimento legais e totalmente assistido do ponto de vista jurídico. A afirmação da delegada responde à alguns comentários do advogado Ércio Quaresma, que pretendia desqualificar o depoimento do adolescente.

Ana Maria fez questão de enfatizar que o jovem tem sido interpelado com respeito ao ritmo e aos limites de um menor de idade. Segundo ela, o jovem narrou novamente detalhes do crime contra Eliza. Ele também deu informações importantes da vida pregressa. Para a delegada, o passado do menor confirma o envolvimento dele no "submundo do crime".

Paulo Filgueiras/EM/D.A
O adolescente afirmou ter recorrido ao tio, que fez a denúncia na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, gerando uma reviravolta nas investigações do desaparecimento de Eliza. O menor procurou o parente porque se sentia perturbado com a execução da modelo, não conseguia dormir bem e pensava repetidamente na imagem da ex-namorada de Bruno. Em busca de apoio emocional e segurança, o adolescente pediu ajuda do tio.

Segundo Ana Maria, o menor estava morando com Bruno e Macarrão e foi convidado a “dar um susto” em Eliza Samudio. O convite foi feito por Luiz Henrique Romão, depois de considerar que a modelo estava perturbando a vida de Bruno. Ela entrava em contato com o goleiro pelo rádio pedindo dinheiro e querendo auxílio na criação do filho, um bebê de quatro meses que seria filho do goleiro. Macarrão ficou incomodado com a insistência da moça e chamou o menor para o possível crime.

Sobre as dúvidas a respeito da presença de Marcos Aparecido, o Bola, no local crime, a delegada esclareceu a confusão do menor ao descrever a cor da pele do suspeito de executar Eliza. Ele havia dito que o homem era negro com a intenção de confundir a imprensa, pois sabia que os fatos seriam divulgados. O menor mostrou nos depoimentos um certo medo do executor, que lhe remete a um filme de terror. Segundo a delegada, quando a polícia apresentou a foto de Bola ao adolescente, ele se sentiu perturbado.

O último depoimento do rapaz aconteceu na quinta-feira. Nesta sexta, depois de orientação do advogado, o menor disse que só falaria em juízo, seguindo a mesma postura dos outros envolvidos no crime. Segundo Edson Moreira, o jovem foi ouvido até que o advogado “calasse a boca dele”. O delegado afirma que a versão do menor é contundente. A polícia montou um mapa com as descrições feitas por ele, que mostram o caminho percorrido com a vítima, do sítio do goleiro Bruno até a casa de Bola, em Vespasiano.

Bruno e Macarrão

Segundo o delegado, Bruno Fernandes e Luiz Henrique Romão devem prestar depoimento na próxima semana para que sejam feitas as costuras finais do inquérito. Para ele, as investigações estão em um patamar avançado, mesmo com a tentativa de alguns advogados em desqualificar as testemunhas.