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Advogados recorrem ao STJ para libertar Bruno

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postado em 16/07/2010 12:37 / atualizado em 16/07/2010 20:07

Pedro Ferreira

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Os advogados de defesa do goleiro Bruno vão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, para tentar libertá-lo da prisão, uma vez que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o pedido de liminar na quinta-feira. Para um dos advogados de defesa, Frederico Franco, o pedido de prisão temporária é ilegal e os requisitos necessários para prender o atleta não foram colocados de forma clara. “O Bruno tem residência fixa e não evadiu. Isso é uma firula jurídica. Não há argumentos para manter o meu cliente preso”, disse Franco, que atribuiu ao clamor público a decisão do TJMG de manter o goleiro preso. Ele ressaltou que o caso teve repercussão mundial.

Franco explicou que o TJMG negou o pedido de liminar, mas que ainda não julgou o mérito do habeas corpus. Segundo o advogado, a 4º Câmara Criminal tem o prazo de 40 dias para isso. “Já podemos buscar o STJ em função da negativa de liminar para colocar o Bruno em liberdade”, completou o advogado.

A mulher do goleiro Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, que está presa na Penitenciária Feminina Estevão Pinto, em BH, chegou na manhã desta quinta-feira ao Departamento de Investigações (DI) para prestar seu primeiro depoimento formal depois de presa, segundo a delegada Alessandra Wilke, da Delegacia de Homicídios de Contagem.

Sem acareação

A delegada descartou a possibilidade de acareação entre os suspeitos de envolvimento no desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio. Há informações de que Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, também está a caminho do DI. O advogado Frederico Franco adiantou que seus clientes vão permanecer calados e só falarão em juízo.

A delegada Alessandra Wilke informou que o adolescente, que continua internado no Centro de Internação Provisória (Ceip) do Horto, Região Leste de Belo Horizonte, será levado posteriormente ao sítio do goleiro Bruno. Em depoimento, o menor disse ter visto Eliza ferida e mantida em cárcere privado no imóvel do atleta.

A Polícia Civil informou que a carta entregue a uma emissora de TV de BH, suspotamente escrita por uma empregada doméstica do sítio de Bruno, é anônima e não tem valor legal, mas que a polícia vai averiguar as informações contidas no documento.