Blocos tradicionais unem foliões de todas as idades em Santa Tereza

Foliões se concentraram na Praça Duque de Caxias

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postado em 22/02/2012 10:13 / atualizado em 22/02/2012 11:05

Jefferson da Fonseca Coutinho /Estado de Minas , Gustavo Werneck , Arnaldo Viana

Fotos: Marcos Vieira/EM/D. A Press

Os 200 integrantes do bloco Os Inocentes de Santa Tereza ainda não estavam reunidos, quando moradores e visitantes começaram a se juntar para ver a bateria comandada pelo presidente Angelo Lima, de 43 anos, no encontro da Rua Grafito com Rua Mármore. Sob sol escaldante, as pequenas passistas de saia em flor e asas de borboletas bailam entre as mulatas de pouca roupa e sapatos de saltos coloridos. Cerca de 50 músicos surram tambores e tamborins para a farra de quem chega para ver o aquecimento de A Santê, afilhada de Os Inocentes. Na linha de frente, três ratos orelhudos, de rodinhas, representam o lixo e o luxo da agremiação. Adultos e crianças pulsam à espera do deslocamento do bloco rumo à Praça Duque de Caxias.

Nascido e criado em Santa Tereza, Angelo, de corte moicano postiço, colorido, tem fôlego de atleta à frente do grupo. “Isso é a coisa mais bonita do mundo. Fico o ano inteiro esperando pelo carnaval”, suspira. O professor comenta a alegria contagiante das 150 crianças que fazem parte do projeto de percussão do bloco, criado há 39 anos. Hora de fazer valer o apito e arrastar o povo que já não quer mais dançar na esquina. Ordem e água para a bateria porque o calor é de incendiar o vermelho e branco dos uniformes. Silvo longo para a galera ganhar o asfalto. Povo, Inocentes e Santê já são um só na Rua Mármore. As janelas dos casarões ficam pequenas para tantos camarotes.

Quarteto serelepe se junta à porta-bandeira. Jeniffer Gallo, Karina Saturnino, Débora Vilaça e Cláudia Rodrigues. Vindas dos bairros Funcionários e São Cristovão, em BH, e de Contagem e Nova Lima, na região metropolitana, elas reforçam o título de Santa Tereza como ponto de encontro da alegria na capital mineira. Criatividade e fantasias não faltam calçada afora. Na escadaria do sobrado, a Branca de Neve parou para ver o samba passar. A mamãe, vestida de noiva, carrega a filhinha, princesa, no colo. Uma graça a pequena Luiza, de 1 aninho, pular com a mãe, Débora Pimenta, de 29, estudante de geografia. “Carnaval é marchinha nas ruas. É isso. Se melhorar até estraga”, sorri. Já na praça, em frente ao bar de nome Redondo, dezenas de outros foliões de várias gerações se juntam aos Inocentes para engrossar a pequena multidão.


Outros tempos

Folia romântica

“Os clubes sociais de Belo Horizonte promoviam movimentados bailes carnavalescos, matinês para crianças e noturno para adultos, que ganharam glamour nos anos 1950 e 1960. Ficaram famosos os gritos de carnaval do Pampulha Iate Clube, Automóvel Clube, Sírio Libanês, Iate Tênis Clube e outros. Alguns eram temáticos, como o Baile do Marinheiro do Iate. Depois dos anos 1970, com o decair do romantismo, maior permissividade e agressividade, os bailes de adultos foram banidos do calendário dos clubes. Restaram os infantis, assim mesmo restritos a poucas agremiações.” 

Carnaviola mistura sons

Rei Momo com sotaque mineiro, toada em ritmo de folia e muita gente disposta a cantar e dançar. A Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de BH, foi palco, na tarde de ontem, do Carnaviola, uma mistura dos sons da festa da serpentina com a viola caipira, um instrumento que é um ícone das Gerais. “No carnaval mineiro, tem violeiro, tem viola e nossa animação”, cantaram os músicos Chico Lobo e Pereira da Viola, com acompanhamento de um público preocupado em curtir o último dia de folia em clima de tranquilidade.

“Belo Horizonte voltou a ter carnaval de rua, com bloquinhos e outras atrações. Isso é muito bom, pois sai daquela guerra comercial de marcas de cervejas e abadás. Há um resgate dos tempos de nossos pais, num clima mais de família”, avaliou o publicitário Rodrigo Lacerda, morador do Bairro de Lourdes. Ele estava acompanhado da mulher, a psicóloga Renata Lommez e dos filhos Guilherme, de 2, e Clara, de 4 meses, além da sogra Míriam Mello. Vestida de “vaso de flor”, a terapeuta carioca Cristiane Ferraz elogiou o programa. “Adoro carnaval, sou um Zé Pereira”, brincou.

Iniciado em 2006, o evento é promovido pela Viola Brasil, com apoio da Belotur e da Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo os organizadores, cerca de 4 mil pessoas estiveram no local. 

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Silvania
Silvania - 22 de Ferveiro às 22:29
Para aqueles que acham que BH não tem carnaval, deveriam ter ido ao Santa Tereza ou à Sabará...iriam mudar de idéia.
 
geraldo
geraldo - 22 de Ferveiro às 22:05
essas 4 gostosas, cada uma mais delícia que a outra, tem que fazer um carnaval lá em casa debaixo dos lençois. Delícia, delícia aí se eu te pego, assim vocês me matam, ou o chifrudo dos seus maridos
 
rubens
rubens - 22 de Ferveiro às 19:33
QUE FOSSE EM UM BOTECO OU RETAURANTE, NÃO JUSTIFICA EU CHEGAR NA FRENTE DA SUA FAMÍLIA OU SUA CASA E FAZER O QUE FIZARAM, FALTA DE BANHEIRO QUIM. EM PROBLEMA DA PREFEITURA E NÃO MEU, SEU MA EDUCADO, FOLGADO.
 
Frederico
Frederico - 22 de Ferveiro às 19:18
Faltou banheiro químico e não foi possível esperar uma fila de mais de 50 pessoas.
 
rubens
rubens - 22 de Ferveiro às 18:35
MORO NO STA TERESA E ACHO QUE O PIOR DO CARNAVAL FOI UMA MEIA DÚZIA DE FOLGADOS E MAL EDUCADOS QUE NÃO RESPEITAVAM NEM AS SENHORAS E NEM AS CRIANÇAS. ONTEM POR VOLTA DAS 17H, AINDA COM SOL QUENTE, OS SAFADOS FAZIAM DA RUA ESTRELA DO SUL DE BANHEIRO PÚBLICO. UMA VERGONHA. TINHA BAN.QUIM. DE SOBRA.
 
Ibiraci
Ibiraci - 22 de Ferveiro às 17:52
Quero parabenizar a Sra Rita Margareth e sua equipe, Administradora da Regional Leste da PBH, que juntamente com a Belotur fez acontecer em Santa Tereza e região. Ao Pachola, parabens, voce batanhou, persistiu e venceu. Bira
 
GLAS
GLAS - 22 de Ferveiro às 15:53
Carnaval ñ precisa ser sinônimo de bebida em excesso, pegação e axé music !! Parabéns aos organizadores dos blocos! Só faltaram mais banheiros,mas as baterias estão tocando mto bem!
 
GLAS
GLAS - 22 de Ferveiro às 15:47
Rodrigo Andrade,ô dó de vc!Vc foi a algum bloco dos mais de 20 q saíram na cidade?Se tivesse,teria visto que ñ eram 100 pessoas e q ninguém estava se achando ou querendo aparecer.Todos brincando o carnaval numa boa,cantando marchinhas e se fantasiando!Várias crianças no bloco,nenhuma violência!Ótimo!
 
Pedro
Pedro - 22 de Ferveiro às 14:08
A folia faz muito bem a quem fica longe dela. Para se sentir bem nas ruas, é preciso bem mais que três dias dessa tal folia.
 
Alexandre
Alexandre - 22 de Ferveiro às 13:03
a despeito da sujeira, que poderia ser contornada com maior organização e mais banheiros químicos, é importante que haja esse clima na cidade. A folia faz bem, seja para adultos, idosos e crianças! E principalmente, na rua! Para as pessoas perderem o medo da cidade!
 
Rodrigo
Rodrigo - 22 de Ferveiro às 12:53
Hahahaha... 100 pessoas se achando e querendo aparecer e vocês chamam isso de carnaval? Me poupem. Poderiam é iniciar uma campanha do tipo "se você odeia carnaval, venha para BH". A cidade ganharia muito mais com isso, atraindo pessoas de outras cidades que querem ficar longe da folia.
 
Rique
Rique - 22 de Ferveiro às 12:03
Pensando bem! Tomara que a idéia de que BH não tem carnaval continue por um longo período, senão vocês verão que ZONA que isso aqui vai virar... Deixem os baderneiros se debandarem para outros locais... Pelo menos desse jeito o Carnaval em BH será gostoso demais como foi esse ano...
 
Ewerton
Ewerton - 22 de Ferveiro às 11:51
E se Deus quiser até o ano que vem...
 
Ewerton
Ewerton - 22 de Ferveiro às 11:51
Até o propio policiamente estava tranquilo, poucos policiais pois ali so estavam gente do bem, eu acho que o deveria acabar com esse preconceito que BH não tem carnaval, porque tem sim e dos bons...simplesmente perfeito, muita gente bonita e alegre...e o melhor sem nenhuma confusão!!! Parabéns...
 
Ewerton
Ewerton - 22 de Ferveiro às 11:50
Olha o mais legal de tudo é que mostra que BH pode sim ter um carnaval bacana, a unica coisa que falta é um pouco mais de incentivo dos nossos vereadores e do nosso prefeito. So pra constar eu estive no Santa Tereza todos os dias e não vi nenhuma confusão se quer...
 
Frederico
Frederico - 22 de Ferveiro às 11:33
O importante deste tipo de carnaval e mostrar a crianças e jovens, nascidos atrás das grades e cercas elétricas, onde a rua é território hostil, que existe uma cidade e que 99,9999% das pessoas não são formadas por seres potencialmente perigosos. É preciso reagir , as ruas são a nossas vidas