Bartucada festeja 40 anos de agito

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postado em 22/02/2012 10:06

Marcelo da Fonseca

Túlio Santos/EM/D.A Press

 

Há 40 anos, um grupo de jovens começava a batucar nas portas do Café à Baiuca, no Centro Histórico de Diamantina, assim que os bailes de carnaval da cidade terminavam. Os foliões que deixavam os clubes eram atraídos pela animação na rua e continuavam a festa nas calçadas. A Bartucada se tornou uma atração do carnaval da cidade e ontem, no último dia de folia, a banda subiu ao palco, ao lado de grupo de amigos e familiares, e voltou a agitar milhares de foliões na Praça do Mercado.


Dos 35 patronos iniciais, a banda se multiplicou, contando hoje com 250 integrantes, que fazem cerca de 100 apresentações por ano. Apesar de convites para festas em outros locais, a Bartucada não abre mão de Diamantina. “Tocar aqui é diferente. Além da presença dos familiares e amigos, o clima é muito legal e este ano com homenagens que recebemos do público. Quando começamos, queríamos apenas nos divertir e por 20 anos a festa foi entre nós, sem palanque ou microfone. Mas as pessoas vinham cada vez mais e nossa empolgação acompanhava”, conta Conrado Grossi Fabrino, presidente e um dos fundadores.

Comandando a bateria, Priscila Kelly Costa ainda não tinha nascido quando o grupo se formou, mas assim que conheceu o batuque a belo-horizontina de 28 anos, que trabalha com tecnologia da informação, resolveu fazer parte da festa. "Comecei tocando surdo e ficava deslumbrada. Fazemos isso por adorar a música, estar com uma turma animada. Se tornou um hobby imprescindível na minha vida", diz.

Colados no palco durante a apresentação da Bartucada, os amigos Gabriel Andrade e Bianca Glória, de 16, falam com orgulho da banda que leva o nome da cidade natal para outros cantos do país. "Eles tocam um pouco de tudo nesse ritmo de batuque, de pagode e até de MPB. Como estão sempre aqui no carnaval, já virou tradição para a juventude daqui participar da festa e virar a noite com eles", diz Gabriel.

Ontem, no último dia de folia, as festas continuaram desde cedo, levando para as ladeiras os foliões que ainda tinham gás para festa. Além das últimas apresentações das bandas Bat Caverna e Bartucada, foram para a rua os blocos caricatos Sapo Seco, Xica da Silva, Peninha e Casa da Sogra. Apesar de as ladeiras das cidades históricas já começarem a se esvaziar, nas casas e repúblicas a festa continuou e em alguns locais os foliões prometem manter o pique até hoje, aproveitando ao máximo o carnaval.

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