Equipe Água Viva vence o Nexu, da UFMG


A primeira edição do programa Nexu já tem um vencedor: composta por estudantes das engenharias metalúrgica, química, civil e ambiental, a equipe Água Viva foi a grande campeã, após montar um plano de transferência para a tecnologia da UFMG que trabalha um meio suporte para tratamento de efluentes, desenvolvida pelo professor do departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, Carlos Augusto Chernicharo. Com a tecnologia implantada nas estações de tratamento, há uma facilitação e aumento da remoção de nitrogênio, agente tóxico no processo.

O segundo e terceiros lugares ficaram com a Convertec e a Equilibrium, respectivamente. A Convertec trabalhou no programa com uma tecnologia de conversor de energia resistente a falhas com reconfiguração inteligente e a Equilibrium, um dispositivo para diagnóstico e reabilitação dos distúrbios do equilíbrio.

Moldado como um projeto de extensão na UFMG e estruturado pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT/UFMG), o Nexu selecionou equipes de quatro alunos multidisciplinares e capaz detrabalhar com tecnologias que podem ser diferentes da sua área de atuação. Já a escolha tecnologias que são trabalhadas pelos participantes no projeto ocorre por meio de uma curadoria inicial realizada pela equipe Nexu, que seleciona pedidos de patentes depositados pela Universidade nos últimos anos. As tecnologias pré-selecionadas são apresentadas às equipes que fazem

Quando já formados, os grupos recebem capacitações e mentorias, e têm a oportunidade de desenvolver suas atividades em salas de coworking especialmente desenvolvidas para o Nexu. A finalidade dessas atividades é que os alunos mantenham a interação, o engajamento e sejam preparados e orientados de forma assertiva na produção do Plano de Transferência Tecnológica proposto.

Para o diretor da CTIT, professor Gilberto Medeiros a iniciativa é importante tanto para estudantes como para professores da universidade. “Nos estudantes estamos incorporando ações de empreendedorismos na formação acadêmica e para os professores esta também é uma ótima oportunidade no suporte ao desenvolvimento das tecnologias nos laboratórios”, ressalta.

Ao longo do primeiro semestre deste ano, os 24 alunos de graduação participantes do programa trabalharam em grupos multidisciplinares estimando os passos necessários para que as tecnologias geradas na UFMG pudessem alcançar o mercado, na forma de novos produtos e processos. Os estudantes contaram diversas capacitações e um espaço de coworking dentro da incubadora de empresas Inova-UFMG para o desenvolvimento dos trabalhos.

Para o estudante, do segundo período de Engenharia Ambiental, Klysman Rezende, integrante da equipe vencedora, participar do programa serviu como norteamento para sua trajetória na universidade. “Quero seguir a carreira acadêmica e conhecer principalmente os desafios da inovação, já no início da minha trajetória na UFMG foi muito importante para nortear meus estudos”, afirma.

COMENTÁRIOS