Aceleradora de Belo Horizonte foca em startups de jogos digitais: conheça a Playbor


É impossível não notar que Minas Gerais e o chamado San Pedro Valley já são uma grande referência nacional de ecossistema de startups. Mas talvez ainda não esteja tão visível uma outra cena que começa a se consolidar na capital mineira: a dos desenvolvedores de jogos independentes. Já são mais de 40 startups na área, embaladas pelos cursos de jogos digitais das universidades PUC-MG e Fumec.

Com um ambiente tão favorável, falta pouco para vermos um grande sucesso saindo das mãos de 'gamedevs' mineiros. E pensando em impulsionar essa cena, surge em BH a primeira aceleradora brasileira de jogos digitais, a Playbor.

“A Playbor nasceu para ser parceira dos estúdios de jogos independentes. Nós temos desenvolvedores excelentes no ponto de vista técnico no nosso mercado, mas falta conhecimento de negócio, em como transformar esses jogos em produtos de sucesso”, conta João Guilherme Paiva, sócio e fundador da aceleradora.

Hoje parceira da Techmall, a Playbor foi uma das empresas que passaram pelo criterioso processo de pré-aceleração do Lemonade e, após semanas intensas de muito trabalho afinando seu negócio, foram convidados a se juntar a Techmall no final do processo. Até chegar lá, já foram muitos desafios e transformações no negócio.

“Começamos com o nome Crowdgaming em julho de 2015 e tínhamos uma proposta bem diferente no começo do Lemonade. Começamos a pivotar depois de conversas com mentores e buscamos a melhor porta de entrada para o mercado de jogos”, conta Marcelo Rodrigues, CEO e fundador da Playbor. “Gosto de dizer que minha primeira experiência de empreendedorismo foi relacionada a jogos: tinha um clã de Counter-Strike, com um servidor online. Eu já sabia do potencial imenso do mercado de games, então queria algo nessa área”, completou.

Em meio à profusão de iniciativas empreendedoras, as aceleradoras são iniciativas que não apenas guiam e agilizam o crescimento de startups nascentes, como também ajudam a propalação e busca por investimento das mesmas. E os riscos e incertezas na área de games são ainda maiores que em outros setores. “Muitas vezes o desenvolvedor de jogos, que é técnico, não tem experiência com negociação e precisa de investimento para continuar seu trabalho. Para piorar, o investidor brasileiro é conservador e muitas vezes pede uma parcela grande da empresa em troca de suporte financeiro insuficiente”, explicou Rafael Bianchini, sócio da aceleradora.

Apesar de ainda estar dando seus primeiros passos, a Playbor já conta com dois títulos em desenvolvimento no seu portfólio: Kiatto: The Legendary Hero é um jogo de plataforma inspirado em clássicos como Donkey Kong; já The Last War é um promissor FPS inspirado em blockbusters como Day Z e Left 4 Dead.

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